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Após descobrir embrião morto em útero, mulher alega negligência de unidade de saúde

Apresentando fortes dores e sangramento durante gestação de risco, somente nesta terça-feira (1) a mulher foi internada. Vítima acusa Maternidade Ana Braga de erro em procedimentos

Foram necessárias três ultrassons para que paciente fosse internada nesta terça-feira (1)

Foram necessárias três ultrassons para que paciente fosse internada nesta terça-feira (1) (Juca Queiroz/AC)

A autônoma Ana Maria Freire Coelho, 27, acusa a Maternidade Ana Braga de negligência após ter sido diagnosticada com um embrião morto dentro do útero nesta terça-feira (1). Desde o dia 14 deste mês, a mulher alega sentir fortes dores seguidas de sangramento, e mesmo tendo realizado vários exames de ultrassom na unidade de saúde, somente hoje ela foi internada. Ana afirma que está grávida há seis semanas.

A gravidez de risco foi descoberta no dia 14 (segunda-feira) em um exame realizado numa clínica particular. Na ocasião, Ana realizou ultrassom e no mesmo dia se deslocou à Maternidade Ana Braga, localizada na alameda Cosme Ferreira, Zona Leste, para receber acompanhamento médico. Um profissional não identificado constatou por meio de exame de toque que o colo do útero da mulher estava fechado e orientou Ana a voltar para casa.

Em uma nova ultrassom realizada no dia 17 (quinta-feira) na Maternidade, profissionais confirmaram que Ana estava grávida. No exame, constava que havia a existência de “um saco gestacional com embrião e batimentos cardíacos”. Segundo a vítima, durante todo o período gestacional, ela avisou aos médicos que estava sangrando e sentindo fortes dores.

“No dia 28 (segunda-feira) voltei a Ana Braga e eles somente realizaram uma nova ultrassom. Naquele dia a médica disse que havia um saco gestacional, porém não tinha nada dentro”, afirmou. A profissional teria receitado a autônoma o remédio Buscopan. “Ela disse que era para diminuir a dor e caso ocorresse o aborto, ele teria que ser espontâneo e ela não poderia ajudar pelo procedimento ser ilegal”, explicou.

No último domingo (30), Ana Maria passou mal e se deslocou ao Instituto da Mulher Dona Lindu, localizado na avenida Mario Ypiranga, Zona Centro-Sul de Manaus. Na ocasião, a mulher também não obteve solução para os problemas ocasionados pela gravidez de risco. “Disseram que última ultrassom era muito recente e que eu devia esperar uma semana para ter novos resultados”. A vítima não soube informar o nome do médico que realizou o atendimento.

Embrião morto

Somente nesta terça-feira (1) Ana foi informada que possuía um embrião morto dentro do útero. Após desembolsar R$ 160 e realizar um exame de ultrassom transvaginal no Hospital Adventista, localizado no Distrito Industrial, Zona Sul, a vítima recebeu a notícia. “Falaram que encontraram um embrião mas ele não apresentava batimentos. Cheguei a ir na maternidade Ana Braga de novo apresentando esse laudo. Eles não acreditaram, realizaram outra ultrassom e só aí descobriram”, disse.

A reportagem entrou em contato com Ana na tarde desta terça-feira e segundo ela, a unidade recomendou que ela ficasse internada. 

Atendimento

Por meio de nota, a direção da Maternidade Ana Braga informou que a paciente teve um primeiro atendimento na unidade no dia 14, onde relatou dores no ventre, porém na ocasião não apresentava sangramento e foi orientada a iniciar o pré-natal com a gravidez recente.

No dia 17, a direção informou que a paciente retornou a unidade onde teria sido examinada. Segundo a Susam, no prontuário consta que a mulher apresentava sangramento “dedo de luva”, expressão que indica que não havia sangramento efetivo, apenas sangramento ao exame de toque. A direção informou que a autônoma realizou ultrassom e foi orientada a refazer o exame em duas semanas, pois não havia indicação de aborto.

Ao retornar à unidade no dia 28, ela foi diagnosticada com ameaça de aborto, onde lá teria realizado ultrassom, exame de urina e exame de sangue, recebendo recomendação de repouso e controle em sete dias. Segundo a direção da unidade de saúde, a conduta adotada é a tecnicamente correta para gravidez inicial, onde, também o repouso é fundamental para evitar o abortamento.

Conforme a Susam, em muitas situações a manipulação inadequada no útero pode provocar a interrupção da gravidez que, do ponto de vista ético e técnico, é reprovável.