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'Nunca vi uma polícia tão despreparada', diz diretor da Associação Brasileira de Criminalística em visita ao AM

O diretor da associação, Bruno Telles, veio para servir de apoio à causa dos peritos locais na sua busca por uma autonomia administrativa

O diretor se reunirá com a Casa Civil e a SSP/AM para discutir a autonomia pericial no Estado

O diretor se reunirá com a Casa Civil e a SSP/AM para discutir a autonomia pericial no Estado (Divulgação)

Em visita a Manaus nesta semana, o diretor da Associação Brasileira de Criminalística, Bruno Telles, veio para servir de apoio à causa dos peritos oficiais locais na sua busca por uma autonomia administrativa e uma série de benefícios. 

Segundo ele, a mudança é necessária. “Eu não tenho dúvidas de que, sob a gestão dos peritos, o Departamento de Polícia Técnico-Científica sirva melhor à população amazonense”, disse. O quadro, no entanto, não é animador por ora.

“Há muito que ser feito pois, sinceramente, eu nunca vi uma polícia tão desestruturada quanto esta. A situação deixada pelos delegados é lastimável. O Departamento de Polícia Técnico-Científica (DPTC) aqui sofre com péssimas instalações prediais, por exemplo”, explicou Bruno.

Outra questão, já ressaltada pelos peritos locais à imprensa em reportagens anteriores, é o fato de equipamentos caros ficarem sem uso por falta de insumos.

“É um absurdo você ter um equipamento de análise que custa mais de um milhão de reais e que fica parado porque os delegados não tiveram coragem de comprar um padrão anti-droga que custa R$ 20. Em todas as Polícias que visitamos, esses insumos baratos eram comprados”, enfatizou.

O diretor também constatou que a falta de comunicação prejudica o trabalho da perícia local. Segundo ele, o delegado envia uma requisição de perícia e não comunica ao profissional que fará a análise se o objeto está relacionado a um caso de roubo ou homicídio, por exemplo. "Esse conhecimento é de suma importância para o perito”, comentou.

Reuniões

Telles pretende participar de reuniões com a Casa Civil, com a Secretaria de Segurança Pública do Estado do Amazonas (SSP-AM) e também com a categoria, de forma a ajudar o processo de consolidação da autonomia da perícia do Estado.

“Estamos oferecendo cursos que envolvem peritos daqui passarem por um período de imersão em Estados em que a perícia é desvinculada da Polícia, que, ao todo, são 17 localidades”, explicou o diretor. Além do Amazonas, os estados do Acre, Espírito Santo, Paraíba, Piauí, Rio de Janeiro, Rondônia, Roraima e Sergipe ainda mantém suas perícias e polícias vinculadas.

“Há movimentos nesses Estados para que haja a separação. Esses movimentos, inclusive, estão mais avançados e se movimentando mais rapidamente do que o do Amazonas, mas quando os peritos ficaram de fora do plano da reestruturação da PC local, isso instigou ainda mais o desejo por autonomia”, relatou o diretor, que fica em Manaus até quarta-feira (16).

Reformas

Recentemente, a assessoria de imprensa da Polícia Civil anunciou reformas nos institutos do DPTC. Segundo o órgão, a do Instituto de Identificação já está em andamento, com previsão de entrega para setembro. As intervenções nele contemplam a melhoria do setor de arquivos, ampliação de laboratórios, criação de uma sala para reuniões e um auditório, permitindo a acessibilidade de pessoas com deficiência.

Já a dos outros dois institutos estão na Comissão Geral de Licitação (CGL) para análise. O projeto do IC abrange a reforma dos dois blocos existentes e a construção de um novo bloco, com dois pavimentos, onde funcionará uma nova Central Analítica, que contemplará o Laboratório Químico Toxicológico e o Laboratório de Biologia e Bioquímica.

O novo IC terá, ainda, um pavimento para administração e serviços de cartório, além da construção de um setor com galpão e sala para realização de identificação veicular, que será anexo ao IC.

O IML também será ampliado, com a aquisição de mais 40 gavetas para armazenamento de corpos, totalizando 60 gavetas, reforma de gabinetes, do espaço físico interno e do setor de Radiologia, além da modificação da fachada do prédio. O projeto de modernização contempla, ainda, a construção de um sistema de tratamento de efluentes e reforma e ampliação do laboratório de DNA.