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Seis detentos que fugiram do Compaj no sábado (26), em Manaus, continuam foragidos

Considerado de alta periculosidade pela polícia, o sexteto fugiu depois de cavar um buraco na parede que dividia regimes fechado e semiaberto e após pular muro do presídio

Detento tinha comportamento bom e trabalhava como faxineiro dentro do Compaj

Detento tinha comportamento bom e trabalhava como faxineiro dentro do Compaj (Arquivo A Crítica)

Continuam foragidos os seis detentos que escaparam do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), em Manaus, neste sábado (26). O mais perigoso deles é Gelson Lima Carnaúba, um dos líderes da facção criminosa Família do Norte (FDN). Os outros fugitivos são Adalberto Salomão Guedes da Silva, Geremias Ribeiro da Silva, Jefferson Oliveira da Silva, Kaio Wellington Cardoso dos Santos e Vagner Castro Pontes.

Todos eles cumpriam pena no regime fechado do Compaj, localizado no Km 8 da rodovia BR-174, e eram considerados de alta periculosidade pela polícia. O sexteto “abandonou” a penitenciária após passar por um buraco cavado em uma parede que dividia os presos dos regimes fechado e semiaberto, e depois ao pular o muro que dava para a estrada. Do lado fora, eles foram resgatados por comparsas em vários veículos.

O titular da Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos (Sejus), Louismar Bonates, responsável pelo sistema prisional no Amazonas, informou que os agentes carcerários que facilitaram a fuga dos seis homens já foram identificados e presos, e que uma sindicância já foi aberta para investigar as circunstâncias da fuga. A carceragem do Compaj é feita por uma empresa terceirizada.

“Agora vamos trabalhar para que essa sindicância seja concluída em tempo recorde. Nossa meta é que, no máximo em duas semanas, nós já tenhamos o resultado. Nós também avisamos os estados vizinhos sobre essa fuga, repassamos os nomes e as fotos. Qualquer pessoa que tiver informações sobre eles, podem denunciar pelo 190 e 181”, disse Bonates.


Questionado sobre as câmeras do sistema interno de segurança que fazem o monitoramento dos detentos nas unidades prisionais do Estado, Louismar Bonates relatou que, no momento do escape, uma delas não estava funcionando, justamente aquela que poderia captar os seis homens fugindo. “Não sabemos se isso foi proposital, mas  também será apurado pelo processo administrativo”, garantiu ele.

Ainda de acordo com o secretário, todo o Estado está em alerta e o policiamento nas rodovias e em pontos estratégicos da capital também foram reforçados para tentar localizar os fugitivos. As buscas estão sendo efetuadas pela Operação Muralha e todo o policiamento da capital e do interior está com a atenção redobrada para auxiliar na recaptura.

Líder da FDN

Gelson Carnaúba é o mais perigoso dos fugitivos. Ele é considerado fundador da maior facção criminosa do Amazonas, a FDN, é acusado de ter comandado a rebelião mais sangrenta do sistema penitenciário do Amazonas, ocorrida em 2002, junto com outros presos identificados como Marcos Paulo, Francisco Álvaro e Elmar Libório, o “Macaxeira”.

Carnaúba recebeu condenação de 120 anos de prisão e chegou a cumprir pena na penitenciária federal de Mato Grosso do Sul, mas voltou para Manaus após membros da FDN pressionarem autoridades para o retorno dele através de greve de fome. A FDN possui fortes laços com o Comando Vermelho, do Rio de Janeiro, e age no tráfico de drogas, sequestro, assalto, homicídios, extorsão e até mesmo exploração de jogos de azar.