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Carros-pipa não compensam falta de água à moradores das Zonas Norte e Leste de Manaus

Após acidente em estação do Proama, famílias afetadas pela falta de água se queixam de que o veículo não chega às suas casas e Defesa Civil pede paciência

Moradores das áreas afetadas se queixam que os carros-pipas não atendem a demanda e muitos têm de comprar

Moradores das áreas afetadas se queixam que os carros-pipas não atendem a demanda e muitos têm de comprar (Érica Melo)

Passados 20 dias após o acidente entre uma balsa e a plataforma do Proama, famílias tentam conviver com escassez de água, poços de vizinho e escolas atendem precariamente a população, moradores se queixam que os carros-pipa não funcionam e Defesa Civil pede paciência.

O aposentado Arildo Omar Araújo, 48, conta que a família está usando água comprada de caminhões-pipa particulares, porque os carros da prefeitura não funcionam. "Cada pessoa paga R$ 20 por um camburão de água, que dura três dias, já que nenhum carro passa pela rua distribuindo água”, conta.

Um poço que há muito tempo estava desativado por problemas técnicos foi reativado no último domingo. "Os técnicos vieram e consertaram a bomba do poço. Ele estava parado, mas depois que começou a faltar água, fomos atrás de concertá-lo", disse Willase Almeida Souza, morador do bairro João Paulo.

Eliacy Almeida Bruce, 64, que mora na rua Mirra também do bairro João Paulo, contesta o fornecimento de água feito por carros-pipa, anunciado pela Manaus Ambiental. "Eles nunca passaram na rua onde moro desde que aconteceu o acidente", disse.

Segundo o fiscal de campo da Manaus Ambiental, Wendell Perone, todas as manhãs, em parceria a Defesa Civil do Município, são decididos os pontes que devem receber água. “Verificamos qual o bairro que está mais necessitado e a população tem que ter paciência”, disse.

A Defesa Civil, por meio da assessoria de comunicação, informou que a distribuição começa de manhã cedo e vai até 17h para atender as 50 mil pessoas necessitadas. São distribuídos 500 litros por casa e há poucos veículos para atender tantas famílias.

A Manaus Ambiental divulgou, em nota, que um plano emergencial está sendo posto em prática para restabelecer o abastecimento de água nas Zonas Norte e Leste, com a utilização de 29 poços. Destes, 12 já foram interligados. A empresa realiza ainda rodízio de abastecimento, totalizando uma média de 150 mil pessoas beneficiadas.

Providências para amenizar

O Governo do Amazonas informou, no dia 30 de junho, que das 500 mil pessoas afetadas pela falta de água após o acidente com a balsa, 300 mil moradores dos bairros São José, Mutirão e Cidade de Deus já tiveram o sistema de abastecimento restabelecido.

Outras 150 mil pessoas estão sendo atendidas por meio da religação de poços artesianos que atendiam essas áreas antes do Proama.

Para as outras 50 mil, que ainda estão com abastecimento totalmente interrompido, foram disponibilizados 25 carros-pipa para garantir que a água chegue em suas residências.