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Moradores prejudicados pelo acidente do Proama ameaçam protestar em Manaus

Residentes de bairros das Zonas Leste e Norte de Manaus que estão há 15 dias sem receber água, devido acidente no Proama, preparam protesto para os próximos dias

Moradora do João Paulo 2, Raimunda Lopes contou que paga R$ 30 para conseguir encher um tanque de 500 litros

Moradora do João Paulo 2, Raimunda Lopes contou que paga R$ 30 para conseguir encher um tanque de 500 litros (Euzivaldo Queiroz)

Há quase 15 dias sem água, moradores de bairros das Zonas Leste e Norte reclamam que carros-pipas não passam em ruas e planejam uma grande manifestação para essa semana com fechamento de avenidas e queima de pneus.

A Confederação Nacional das Associações de Moradores (Conam) e líderes comunitários das 47 áreas das duas zonas se reuniram, ontem, em frente à escola estadual Irmã Helena Walcot, para decidir a data e hora em que a manifestação irá acontecer. “Estamos tentando segurar o povo o máximo que podemos para que não façam tumultos, só que eles não aguentam mais ficar sem água” disse o diretor do Conam, Julio Salas.

Moradores do bairro João Paulo 2 disseram que desde o dia do acidente entre uma balsa e a estação do Programa Águas de Manaus (Proama) até ontem nenhum carro-pipa passou por lá e eles estão gastando R$ 300 comprando água. A dona de casa Raimunda Lopes da Costa, 52, disse que a situação é uma verdadeira calamidade. “Para termos um camburão de 500 litros temos que gastar R$ 30 e nem todo mundo tem dinheiro, tem gente que está deixando de comprar comida para comprar água”, disse.

Moradora da rua Jambú, no João Paulo 2, Verona Francisca de Aquino Lima, 37, afirmou que desde o acidente está tomando banho uma única vez por dia e só bebe água quando a sede é muito grande. “Os carros-pipas não são suficientes para atender todos, não é somente nessa rua, a Amor Crescido e Hortelã nunca receberam uma gota de água, todos os dias temos que vir para a fila pegar água num poço”, disse.

Desabastecimento

Após um acidente no dia 24 de junho em que uma balsa colidiu com estrutura do Proama, onde uma embarcação se chocou com o pilar de sustentação do complexo, prejudicando a captação de água e afetando mais de 500 mil pessoas que as duas Zona ficaram com o fornecimento de água interrompido. Foram tomadas medidas emergencias para que 50 mil pessoas fossem atendidas exclusivamente por carros-pipa, pois não há poços artesianos nos bairros onde moram. Outras 150 mil estão recebendo água por rodízio, com o fornecimento em um período do dia. As outras 300 mil estão sendo abastecidas pela estação de captação da Ponte do Ismael, na Zona Oeste, e mais 18 poços, de um total de 29, que eram utilizados antes da instalação do Proama.