Na contramão da opinião pública e dos movimentos sociais contra a corrupção e pela ética na política, o Senado, com os votos dos três senadores do Amazonas, deve voltar a ser comandado por Renan Calheiros (PMDB–AL). O senador traz, no histórico, escândalos, envolvendo pagamento de despesas pessoais por lobistas de empreiteiras, produção de dossiê contra inimigos políticos e negociações nada republicanas para ganhar aliados no poder.
Embora o retorno do velho cacique da política nacional tenha recebido as bênção da maioria dos partidos e nenhuma negativa aparente do Executivo, do lado de fora do Congresso a rejeição ao senador na presidência do Senado é grande.
Na quinta-feira, a ONG “Rio de Paz” e o “Movimento 31 de Julho Contra a Corrupção e a Impunidade” iniciaram aos pés do Cristo Redentor (ponto turístico carioca) um abaixo-assinado para evitar o retorno de Calheiros à presidência do Senado. Os grupos destacaram as “graves denúncias que pesam sobre a vida pregressa do político” e que é inaceitável que ele volte a presidir àquela Casa Legislativa. O senador Cristovam Buarque (PDT- DF) lidera um movimento de parlamentares independentes em prol da recuperação da credibilidade do Senado que se posiciona contra Calheiros.
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