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BRS funciona sem faixa exclusiva e com lentidão na ZL de Manaus

Estrutura do BRS, situada na avenida Autaz Mirim, bairro São José, funciona fora do conceito de ‘sistema rápido de ônibus’ e causa insatisfação em muitos usuários

Carro sofreu uma pane mecânica na faixa da esquerda, bem em frente a um ônibus articulado e próximo a plataforma

Carro sofreu uma pane mecânica na faixa da esquerda, bem em frente a um ônibus articulado e próximo a plataforma (Clóvis Miranda)

Mais um trecho do Bus Rapid System (BRS), situado na avenida Autaz Mirim, bairro São José, na Zona Leste, foi entregue pela Prefeitura de Manaus. O problema é que, sem a sinalização de faixa exclusiva para os ônibus articulados, a estrutura começou a funcionar fora do conceito de “sistema rápido de ônibus” e causou insatisfação em muitos usuários.

Depois de passarem por reforma, oito plataformas do antigo sistema Expresso, foram inauguradas pelo prefeito Artur Neto no sábado passado. As paradas do atual BRS começaram a ser utilizadas ontem por ônibus articulados de quatro linhas que operam no sistema de transporte coletivo.

Mas, ao contrário do trecho do BRS localizado na avenida Constantino Nery, Zona Centro-Sul, na avenida Autaz Mirim não foi pintada na pista a faixa azul, que facilita a sinalização do corredor exclusivo para os ônibus desse sistema.

Por um lado, a ausência da faixa exclusiva causou alívio aos motoristas que trafegam pela avenida, pois continuaram tendo à disposição duas faixas para o tráfego dos veículos. “Seria o mesmo caos da Constantino, ônibus na faixa da esquerda e da lateral direita e só uma faixa para os carros”, avaliou o operador de máquina Alberto Souza, 50.

Os usuários do sistema, no entanto, não sentiram alívio nenhum. Segundo eles, não houve melhoria no tempo de espera pelos ônibus nem das viagens. “Só fizeram melhorar as paradas. Ainda continuamos esperando mais de 40 minutos, uma hora, pelos ônibus. No horário de pico, de manhã cedo, a viagem continua longa também. Que sistema é esse?”, reclamou o industriário Almir Sampaio, 32.

Os ônibus articulados que utilizam as plataformas do BRS da avenida Autaz Mirim continuam dividindo a faixa da esquerda com carros, caminhões e motos em todos os horários.

Na manhã de ontem, um carro sofreu uma pane mecânica justamente na faixa da esquerda, bem em frente a um ônibus articulado, a poucos metros de uma plataforma do BRS.

A diarista Mikaele Barros, 28, também não observou mudanças além da ‘cara nova’ dada às plataformas do sistema. “O motorista reclama da faixa exclusiva porque não é ele quem fica em pé durante mais de uma hora depois de um dia cansativo no trabalho para chegar em casa. Se é para melhorar o sistema de transporte público, que implantem as coisas do jeito certo“, falou.

Motoristas comprometem o tráfego

Na avenida Autaz Mirim, mesmo com placas de proibido estacionar, muitos motoristas desrespeitam a sinalização e comprometem o tráfego de veículos pelas faixas laterais da direita. O problema ocorre diariamente por ser uma área comercial.

Por isso, o funcionamento do BRS na via tem causado receio entre motoristas que circulam pela pista. Com o corredor exclusivo para ônibus articulados e motoristas estacionando em local proibido, sobrará apenas uma faixa para o tráfego de motos, carros, caminhões, ônibus particulares, microônibus do sistema Alternativo e ônibus convencionais.

“O problema é que não há fiscalização. Passo aqui todos os dias e não vejo agentes de trânsito para multar esses motoristas”, disse o porteiro Gilberto Fonseca, 55.

Questionada sobre o funcionamento do BRS sem a faixa exclusiva para os ônibus articulados, a Superintendência Municipal de Transportes Urbanos (SMTU) informou, em nota, que “todas as questões levantadas estão sendo avaliadas e qualquer ação feita pela SMTU será informada posteriormente”.