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Moradores do bairro do Céu retomam normalidade durante vazante de rio em Manaus

Com as águas do rio Negro baixando entre 4 e 6cm por dia, moradores retornaram aos barracos deixados em maio, após interdição da Defesa Civil Municipal

O aposentado José Gomes não saiu da casa, condenada pela Defesa Civil, pois preferiu construir marombas dentro dela

O aposentado José Gomes não saiu da casa, condenada pela Defesa Civil, pois preferiu construir marombas dentro dela (Luiz Vasconcelos)

As famílias do beco José Casemiro, no bairro do Céu, Centro, que foram afetadas pela enchente do rio Negro tentam voltar a vida normal depois de quatro meses longe de casa. Em maio à Defesa Civil Municipal interditou 11 casas que tombaram depois de uma forte chuva prejudicar a estrutura dos imóveis.

Na ocasião as famílias passaram a noite em cima de uma ponte de madeira aguardando apoio dos órgãos públicos e realizaram uma manifestação na rua Luiz Antony para pedir que fossem retiradas do local. As águas baixaram e as pessoas hoje ainda aguardam apoio, embora a maioria esteja inscrita desde 2009 no Programa Social e Ambiental dos Igarapés de Manaus (Prosamim).

O aposentado José Gabriel dos Santos, 64, foi uma das pessoas que teve a estrutura da casa afetada na enchente deste ano. José Gabriel, por não ter para onde ir, preferiu construir uma maromba na casa, mesmo tendo um laudo da Defesa Civil do ano passado constatando que a casa não apresentava condições de moradia.

O aposentado conta que sofre de glaucoma e, por ter perdido boa parte da visão, essa foi uma das piores enchentes, pois não conseguiu ajudar a esposa na construção das marombas. “Não tenho condições de passar por outra enchente. Se no ano que vem eu ainda estiver morando nessas condições, não sei o que vou fazer”, disse José Gabriel.

De acordo com José, as marombas construídas para fugir da enchente e tentar salvar os móveis foram retiradas na última sexta-feira. “Somente agora tirei as marombas porque a água demorou para baixar”, acrescentou o aposentado.

Fim da emergência

O relatório de monitoramento hidrológico do Serviço Geológico do Brasil (CPRM) da semana passada mostrou que, no Porto de Manaus, o rio Negro saiu da cota de emergência de 28m94 depois de passar 71 dias com o rio acima dos 29 metros. Com isso, a enchente deste ano passou a ser a terceira maior em tempo de duração acima dos 29 metros e a quinta em magnitude ao alcançar a cota máxima de 29m50.

Nesta segunda-feira (11) o rio Negro baixou quatro centímetros e atingiu a cota de 28m60. Desde o dia quatro de agosto o rio tem baixado entre cinco e quatro centímetros por dia.