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Bairro Ponta Negra é beneficiado com a Copa em Manaus

Nos últimos dez anos, o número de prédios aumentou e com eles vieram mais infraestrutura, comércios, mudanças no trânsito, além dos serviços ligados ao Mundial

Nos últimos dez anos, o número de prédios aumentou e com eles vieram mais infraestutura, comércios e serviços e a reordenação do trânsito na região

Nos últimos dez anos, o número de prédios aumentou e com eles vieram mais infraestutura, comércios e serviços e a reordenação do trânsito na região (Evandro Seixas)

Em uma cidade que cresceu de costas para o rio, morar em uma região próxima a um dos maiores cartões postais da cidade é como ter uma janela para o Rio Negro. Esse é um dos maiores privilégios vividos por moradores do bairro Ponta Negra, Zona Oeste. Mas a região é muito mais que a orla do complexo turístico. Nos últimos dez anos, o número de prédios aumentou e com eles vieram mais infraestutura, comércios e reordenação do trânsito.

Com o início da Copa do Mundo, tendo a praia da Ponta Negra como um dos principais pontos de concentração de turistas e também de habitantes da própria cidade, o bairro ganhou, mais uma vez, outra configuração. O Mundial, a Fifa Fan Fest e o próprio processo de modernização da área estão dando à Ponta Negra, uma nova “cara”.

O turismólogo Leo Bueno, 30, que mora na região há sete anos, conta que neste intervalo observou muitas mudanças. “Mudei para o bairro quando o processo de expansão já estava a pleno vapor e esse processo parece ter acelerado ainda mais com o início da Copa”, relatou.

Ele conta que em sua rotina aprendeu a conviver com mudanças constantes no trânsito, crescentes empreendimentos da área de comércio e serviços e uma tendência de que haja cada vez mais condomínios. “Mas tudo isso em uma área bastante preservada e com uma sensação de privacidade passada ao morador”, observou.

Diversidade

A gerente do Varejão Ponta Negra, Séfora Belém, que trabalha no local desde a abertura do ponto comercial, há cinco anos, avalia que a área envolve um número e uma multiplicidade de pessoas muito mais ampla do que o conjunto de casas e apartamentos que se espalham pela avenida Coronel Teixeira, principal via da região.

Para ela, hoje o cenário é mais diverso. “Moradores de bairros como Santo Agostinho e Lírio do Vale se misturam àqueles que residem em condomínios exclusivos e de luxo, o que resulta em uma localidade com mais diversidade”, apontou.

A gerente também comemora o sucesso no ramo de negócios. Segundo ela, em cinco anos foi possível perceber de forma nítida, a evolução e o crescimento do bairro. “Começamos em um local pequeno apenas para dar aos moradores da região uma opção mais próxima para a compra de frutas, verduras e itens de padaria, uma vez que antes os supermercados eram a única opção. Ano passado, tivemos que aumentar o prédio para atender a demanda crescente”, ressaltou.

Mudanças no trânsito aprovadas

Com todas as alterações de paisagem do bairro, nenhuma é mais mutável do que o trânsito no local. O tráfego nunca passa muito tempo sem ser modificado. Para alguns moradores, existem certos exageros que atrapalham a vida de quem precisa passar todos os dias pelas ruas da Ponta Negra. “Em dias de grandes eventos, como o Ano Novo, algumas ruas menores ficam completamente engarrafadas e não há saídas alternativas. Se alguém passar mal, não tem nem como abrir caminho para chegar a um hospital”, disse o engenheiro civil, Giovanni Schramm que reside no bairro há nove anos.

Para ele, um dos principais legados do Mundial, foi justamente as alterações no trânsito para facilitar o acesso dos turistas que foram curtir os shows da Fifa Fan Fest. “Quem saiu ganhando fomos nós. Com a decisão de colocar uma ponte de acesso pelo condomínio Alphaville e reordenar o trânsito de forma a não gerar grandes engarrafamentos, parece que a Copa ensinou o Departamento do Trânsito da cidade a gerenciar o fluxo de carros da região”, comemora.