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Bandidagem intensifica assaltos no pós-Carnaval para gastar em Parintins, segundo coronel

Após o Carnaval criminosos parecem querer folia particular. A polícia registrou três assaltos a estabelecimentos comerciais e um sequestro relâmpago neste período

 Secretário Adjunto do Ronda no Bairro, Amadeu Soares, ressalta que, durante o Carnaval, não ocorreram grandes assaltos e o número de homicídios na cidade de Manaus foi menor se comparado ao mesmo período do ano passado

Secretário Adjunto do Ronda no Bairro, Amadeu Soares, ressalta que, durante o Carnaval, não ocorreram grandes assaltos e o número de homicídios na cidade de Manaus foi menor se comparado ao mesmo período do ano passado (Bruno Kelly)

Dizem que o ano no Brasil inicia só depois do Carnaval e que o brasileiro só começa a trabalhar depois da folia de momo. Até a bandidagem leva isso a sério. Depois das festas de final de ano – Natal e Ano Novo – quando o índice de violência geralmente tem um acréscimo, principalmente o número de assaltos, a criminalidade dá uma trégua e volta a atacar depois do Carnaval.

Na quinta-feira, deu para sentir que os criminosos não estão para brincadeira. Três estabelecimentos comerciais foram assaltados em Manaus. Uma loja de roupas, localizada na rua Goiânia, na comunidade São Pedro, Tarumã, de onde foram levados R$ 6 mil em mercadorias; uma escola de idiomas no conjunto Eldorado e a loja HC Pneus da avenida Constantino Nery. Os ladrões levaram dinheiro, celulares, um veículo da marca Gol de cor preta e deixaram o gerente da loja André Coelho, 32, amarrado.

Além destas ocorrências, houve também o sequestro de uma mulher chamada Katiuscia Souza Chaves por dois homens. Ela foi abordada quando chegava à casa onde mora no bairro São José, Zona Leste. A senhora foi obrigada a fazer saques em caixas eletrônicos e depois abandonada dentro do seu carro na rua Cruzeiro, bairro Grande Vitória, Zona Leste.

Na avaliação do secretário executivo adjunto do programa Ronda no Bairro, coronel Amadeu Soares, o Carnaval foi tranquilo e a grande parte das ocorrências policiais registradas foi desordem motivada pelo consumo excessivo de álcool ou de droga, que segundo ele é uma ocorrência bem típica de Carnaval. Já os grandes assaltos não aconteceram e o número de homicídio foi menor comparado ao mesmo período do ano passado.

Segundo o coronel da PM, o aumento da criminalidade está relacionado principalmente aos grandes eventos que acontecem na cidade. No final do ano, por exemplo, aumenta o número de grandes assaltos a bancos e a estabelecimentos comerciais motivados pela circulação de dinheiro, do décimo terceiro salário e das férias. Esses assaltos acabam provocando o número de mortes violentas.

Muito dinheiro

Para o delegado titular da Delegacia Especializada em Roubos, Furtos e Defraudações (DERFD), Orlando Amaral, os assaltos e furtos começam a ter aumento a partir do início do mês de dezembro e começa diminuir nos primeiros dias de janeiro. “Essa é a época (final de ano) com maior ocorrência de assaltos. Os bandidos assaltam porque têm muito dinheiro circulando e eles querem ter para gastar nas festas”, disse o delegado.

Amadeu Soares ressalta que, em Manaus, depois que passa o Carnaval, a bandidagem volta a agir com mais intensidade principalmente quando está se aproximando o Festival Folclórico de Parintins. Segundo o coronel, os assaltantes roubam em Manaus para gastar o dinheiro em Parintins. Além dos assaltos, a venda de droga também tem um acréscimo nesse período do ano.

Operação integrada gera resultado

No Carnaval deste ano a polícia registrou uma baixa nos índices da violência em 13%. Na avaliação do secretário adjunto de Segurança para Grandes Eventos coronel Dan Câmara, foi um dos carnavais mais tranquilos dos últimos anos. “Nesse Carnaval foi aplicada a segurança integrada envolvendo todos os órgãos de segurança voltada para grandes eventos”, disse Câmara.

Segundo o secretário, foram estabelecidos perímetros de segurança nas proximidades do Sambódromo e dentro do centro de convenções onde os órgãos de segurança realizaram ações preventivas. “Para ter acesso às dependências do Sambódromo as pessoas passaram por vistoria e conseguimos apreender 26 armas brancas”, disse o coronel.

Dana Câmara afirmou que o trabalho preventivo realizado pela Polícia Militar teve reflexo nos bairros próximos ao Sambódromo.

No ano passado foram registrados 14 homicídios no fim de semana de Carnaval e nesse ano foram 11. Segundo o coronel Amadeu Soares, 30 órgãos de segurança municipal, estadual e federal estavam envolvidos na operação. O Departamento Estadual de Trânsito (Detran) fez a abordagem de 12 mil veículos e autuou 215 pessoas por estarem dirigindo alcoolizados. Destes, 36 foram presas e 34 se recusaram a fazer o teste do bafômetro.

Mais de meia tonelada de droga que seria comercializada e consumida durante a festa foi apreendida uma semana antes do Carnaval. Dan Câmara disse que o mesmo esquema de segurança será aplicado em todos os grandes eventos que vão acontecer na cidade.