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Bolsa empreendedor compensa os prejuízos dos camelôs de Manaus

Primeiros dias nas galerias provisórias têm sido de poucas vendas, levando parte dos vendedores a fecharem suas bancas, mas bolsa surgiu como alternativa

Na avaliação dos camelôs, a galeria Miranda Leão tem a melhor estrutura, mas ainda precisa de sistema de ventilação

Movimento de consumidores nas galerias provisórias é pequeno e os vendedores atribuem isso ao fato delas ainda não serem completamente conhecidas do público que frequenta o Centro da cidade (Euzivaldo Queiroz)

O movimento fraco de vendas nas galerias provisórias está levando grande parte dos camelôs a fecharem suas bancas, pelo menos nas primeiras semanas, e sobreviver com os R$ 1 mil referente à Bolsa Empreendedor liberada pela Prefeitura de Manaus. Quem ficou, está amargando a dura realidade de conviver com o baixo faturamento. Resta apenas esperar que a mudança para as galerias definitivas compense o prejuízo. É bom lembrar que todos concordaram com a proposta da Prefeitura. “Ontem eu não vendi absolutamente nada, e olha que minha barraca fica bem na frente. Nem almocei para não gastar o dinheiro do ônibus. Não posso mexer no dinheiro que recebi porque no final do mês tem aluguel e mercearia para pagar”, relata Lídia Santos, que está na galeria da rua Floriano Peixoto e vende mochilas e bolsas.

Ainda na Floriano Peixoto, o vendedor de miudezas, Paulo José da Silva, 51, sente saudades dos 15 anos que passou na avenida Eduardo Ribeiro. “O prefeito até que teve boa intenção em nos ajudar, mas, com o movimento fraco como está, esses R$ 1 mil não vai dar para nada. No primeiro dia eu vendi R$ 20 porque foi para uma colega daqui, no segundo vendi R$ 10 e do terceiro não vendi nada”, lamenta-se Paulo. Segundo ele, quando estava na rua, faturava, no mínimo, R$ 100 por dia, realidade que espera reviver quando for transferido, em definitivo, para a galeria do Terminal 4, na Zona Leste.

Dono de um lanche há 36 anos na Praça da Matriz, José Miguês, 49, reconhece o prejuízo mas entende a ação. “Lá eu apurava R$ 200 por dia. Ontem só deu R$ 10, mas o prefeito está de parabéns porque isso era necessário”.

Arnoldo Sena, 39, vendedor de variedades no “camelódromo” da rua Miranda Leão acredita que o baixo movimento das vendas seja porque a mudança é recente. Quanto ao dinheiro, já sabe o que fazer. “É para compensar o movimento daqui porque não estou conseguindo vender nada. Mas eu tenho certeza que no shopping permanente a situação vai mudar”, aposta Sena.

Pior situação vive a vendedora de roupas, Telma Silva, que teve a barraca colocada nos fundos da galeria. “Em todos esses dias não vendi nenhuma peça. Então tenho que regrar o dinheiro até o final do mês. Eu já tinha cliente certo, o problema é que esse povo não sabe para onde a gente foi”, esclarece a vendedora.

Oriundo da Praça da Matriz, Lademilson Nascimento, 47, vendedor de bijouterias, disse que o dinheiro será destinado a fazer o “rancho” e pagar luz e água da sua casa.

Homero ouve pedidos dos vendedores

O subsecretário de Governo do Município, Homero de Miranda Leão visitou a galeria que leva o seu sobrenome, fazendo parte de um revezamento de visitas que vem sendo cumprido pelas nove secretarias municipais envolvidas no processo. Durante uma conversa com os vendedores, Leão ouviu muitas reivindicações, como por exemplo, o direito de colocar as bancas abertas mais próximo da entrada e as que estão fechadas, nos fundos. “Vamos aguardar para termos um quadro real do número de bancas que estão fechadas. A gente entende que está havendo uma redução de lucro, por isso, não há problema deles ficarem em casa. Isso não impede de receberem a bolsa e nem compromete a vaga nas galerias permanentes”, garantiu o subsecretário.