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Cadeiras escolares destruídas por estudantes se acumulam em depósito de Manaus

Depósito, no bairro do Alvorada, Zona Centro-Oeste, é o destino final de milhares de cadeiras destruídas pelo vandalismo de estudantes

Segundo moradores do Alvorada, são milhares de cadeiras de ferro e de madeira destruídas ou à espera do conserto

Segundo moradores do Alvorada, são milhares de cadeiras de ferro e de madeira destruídas ou à espera do conserto (Márcio Silva)

Milhares de cadeiras escolares danificadas estão amontoadas há meses segundo moradores, em uma oficina no bairro Alvorada, Zona Centro-Oeste, à espera de conserto. Não há informação sobre o porquê do reparo das cadeiras ainda não ter sido realizado.

As cadeiras estão em uma espécie de oficina, quebradas, distorcidas, sem assentos, e sem encosto de mão, algumas dentro de caçamba de metal. O cenário é o de um verdadeiro cemitério de cadeiras de madeira e ferro. Segundo a diretora da Escola Estadual João Bosco Ramos de Lima, Carina Rodrigues, 47, no bairro Cidade Nova, Zona Norte, apesar de existir várias orientações espalhadas na escola sempre aparecem cadeiras pichadas e destruídas pela ação dos próprios estudantes, que não se preocupam em manter em bom o uso o patrimônio público.

A dona de casa Rosalina Gomes, 42, disse que a filha dela estuda na escola estadual Nathalia Uchoa, no bairro Japiim, Zona Sul, e ela já viu que nos corredores existem placas orientando os estudantes que as paredes não são lousas e que cadeiras não são cadernos para ser riscadas. “Acho muito interessante esses avisos, assim os alunos lembram onde podem riscar”, comentou a dona de casa.

O gestor Jeremias Silva, 52, da escola estadual Antonio Bittencourt, no bairro da Glória, Zona Oeste, diz ter conseguido reduzir o índice de vandalismo com um trabalho voltado para a valorização da escola. “Conversar e orientar é a melhor solução, mostrar que futuramente os filhos deles podem utilizar aquelas cadeiras. A solução está em incentivar a valorização do patrimônio escolar”, disse.

Orientação

Para o professor Silone Guimarães, o educacional tem que ser trabalhado dentro de sala de aula e fazer comparações foi a forma encontrada para ensinar os alunos a importância de cuidar da escola onde estudam. “Eu trabalho o educacional, faço comparações entre a sala de aula e residência deles”, explicou o professor. “Em casa eles não chegam chutando, não riscam os móveis da sala, porque fariam isso na escola. Isso funciona, trabalhar a parte cidadã de cada um é importante, mostrar a importância do gasto, e dizer a sala de aula e o que tem nela também pertence a eles”, comentou Guimarães.