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Camelódromo erguido no antigo balneário da ‘Companhia’ vai custar R$ 34 milhões

O CCP da Zona Leste, que recebeu o nome 'Shopping T4', será o maior da cidade e o mais caro entre os três que serão construídos pela Prefeitura de Manaus

Local onde funcionava uma casa de forró será transformado em galeria definitiva para abrigar vendedores ambulantes retirados do Centro de Manaus

Local onde funcionava uma casa de forró será transformado em galeria definitiva para abrigar vendedores ambulantes retirados do Centro de Manaus (Lucas Silva )

O Centro de Comércio Popular (CCP) da Zona Leste (camelódromo definitivo) será o maior da cidade e o mais caro entre os três que serão construídos pela Prefeitura de Manaus, a partir da próxima semana, para retirar os camelôs definitivamente das ruas. Ele será erguido ao custo de R$ 34 milhões, no terreno onde funcionava o antigo balneário da “Companhia”, no bairro Jorge Teixeira, em frente ao Terminal de Integração (T4), enquanto que os dois CPPs, Espírito Santo e Remédios, localizados no Centro, custarão, juntos R$ 10 milhões.

O CPP da Zona Leste que recebeu o nome “Shopping T4” abrigará 761 camelôs, num complexo que terá amplo estacionamento e praça com pista de caminhada e quadras esportivas. A Galeria Espírito Santo, no prédio localizado no cruzamento das ruas 24 de Maio e Joaquim Sarmento, no Centro, terá capacidade para abrigar 326 microempresários e Galeria dos Remédios, no antigo Posto 7, localizado na rua Miranda Leão, mais 361.

De acordo com o titular da Secretaria Municipal do Centro (Semc), Rafael Assayag, o Shopping T4 será o mais caro porque “será construído do zero”, num projeto com características de centro comercial de grande porte. Em contrapartida, explicou Assayag, as galerias Espírito Santo e Remédios serão instaladas em estruturas que existem há anos e que precisam apenas ser adaptadas, “o que exige menor aplicação de recursos”.

“O custo com recuperação e menor que o custo com construção. O Shopping da Zona Leste vai ter característica de centro comercial e será construído do início, enquanto que os prédios do Centro já existem e serão recuperados a um custo menos”, disse.

Os recursos disponíveis para a construção dos CCPs definitivos são da ordem de R$ 45 milhões. Os recursos são provenientes do Fundo Municipal de Fomento à Micro e Pequena Empresa (Fumipeq). Segundo Rafael Assayag, o montante não foi aplicado na transferência para as galerias provisórias, uma vez que, é exclusivo para construção dos CCPs.

Os primeiros 588 camelôs do Centro, que ocupavam as avenidas 7 de Setembro, Eduardo Ribeiro e praça da Matriz foram transferidos para galerias provisórias nas avenidas Epaminondas e Floriano Peixoto, e rua Miranda Leão, no último domingo. Eles ficarão nos locais por quatro meses até a conclusão das galerias definitivas.

Prazo

Segundo Rafael Assayag, o prefeito Artur Neto determinou que os CCPs da Zona Leste e Centro sejam concluídos no período informado aos camelôs. Ele informou que as obras físicas das galerias do Centro devem começar a receber a adaptação no final dessa semana, ou no máximo na próxima segunda-feira. O Shopping T4 seguirá o mesmo cronograma.

Todos os demais camelôs instalados em outras ruas do Centro permanecerão nos locais até a conclusão das galerias definitivas e devem ser transferidos junto com os outros que estão nas galerias provisórias até a realização da Copa do Mundo no Brasil, que começa no dia 12 de junho.

Atrativos para os clientes

A partir desta quarta-feira, serão instalados, nas galerias provisórias, postos de venda de crédito estudantil e do Cartão Cidadão do Sindicato das Empresas do Transporte Coletivo Urbano de Manaus (Sinetram), além de postos do Sistema Nacional de Emprego do Amazonas (Sine-AM). Uma Carreta da Mulher do programa municipal Saúde Itinerante também será levada para uma das galerias. A intenção é atrair público para os novos espaços dos camelôs para que não tenham possíveis quedas nas vendas como parte da categoria afirma que acontecerá.

Os postos do Sinetram e do Sine-AM serão instalados nas galerias Acrópolis, na Miranda Leão e Epaminondas. O local que receberá a carreta da mulher ainda está sendo definido. A prefeitura quer levar os serviços de saúde para à população, o mais perto das galerias, mas também quer evitar transtornos no trânsito. Por isso, está estudando o local mais adequado para instalar a carreta.

Além dos serviços de saúde e sociais, a Prefeitura mantém uma programação cultural nos três camelódromos com a mesma intenção de atrair os consumidores para os espaços. A programação é coordenada pela Fundação Municipal de Cultura, Turismo e Eventos (Manauscult) e contempla desde música, dança e apresentações teatrais. No camelódromo Miranda Leão, por exemplo, um cantor de forró está fazendo apresentações de sucessos do ritmo. As apresentações são diariamente das 10h às 15h.

Camelôs começam a receber bolsa

A Prefeitura de Manaus iniciou, na tarde desta terça-feira (25), o pagamento da ‘Bolsa Empreendedor’, valor destinado aos camelôs que foram transferidos para os espaços provisórios como forma de incentivo à participação em cursos de qualificação.

Para evitar tumultos e filas, a determinação do Banco do Brasil, responsável pelo repasse, era para que os camelôs fossem divididos em três grupos e o recurso pago em três dias: 25, 26 e 27 de fevereiro. No primeiro dia, 200 camelôs foram selecionados para receber a ordem de pagamento, na sede da secretaria do Centro. Hoje, mais 200 camelôs irão receber a verba e o restante amanhã. “As condições para que eles recebam o benefício é estar instalados nos camelódromos provisórios e, assim que a prefeitura disponibilizar, eles se matriculem nos cursos de empreendedorismo. A intenção é que se tornem microempreendedores, aumentando seus lucros e tendo uma vida melhor”, afirmou David Reis, secretário municipal Extraordinário.

Manutenção

Antônio Moacir, camelô há 28 anos, foi o primeiro a receber o recurso no valor de R$ 1 mil. Para ele, o repasse é importante para a manutenção do sustento da família nesse período de mudança em que a categoria está se estabelecendo nos camelódromos. “É uma boa opção para a gente, porque ainda não estamos vendendo. Os clientes ainda não começaram a frequentar os camelódromos e esse dinheiro vai compensar essa falta de vendas”, afirmou.

Já para Ricardo Feitosa, estabelecido do camelódromo Epaminondas, o dinheiro será usado na compra de mercadorias e ampliação dos negócios. “Eu vou ver o que os meus companheiros estão vendendo e vou tentar comprar materiais diferenciados e com uma qualidade maior. Nesse início, temos que ter um diferencial para poder atrair mais clientes”, concluiu.

A lista com os nomes dos camelôs contemplados nesta quarta-feira (26), e quinta-feira (27), será divulgada pela Secretaria do Centro (Semc) nos próprios camelódromos, assim que for disponibilizada pelo Banco do Brasil.