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Camelôs irregulares preparam reação contra o poder público na Zona Leste de Manaus

Segundo os vendedores, que ocupam de forma irregular ruas e calçadas na Zona Leste, eles não irão ceder tão fácil os espaços como os do Centro da cidade

Barracas de vendedores autonômos , na rua Itaeté, ocupam ruas e calçadas limitando o espaço de circulação das pessoas

Barracas de vendedores autonômos , na rua Itaeté, ocupam ruas e calçadas limitando o espaço de circulação das pessoas (Evandro Seixas)

Os vendedores ambulantes que ocupam de forma irregular ruas e calçadas na rua Itaeté, no bairro do Mutirão, Zona Norte de Manaus, iniciaram preparo para resistirem a possíveis intervenções do poder público para retirá-los do lugar. De acordo com a camelô Érika Santos Borges, 34, que lidera os vendedores de frutas no local, os trabalhadores dessa categoria na Zona Leste não irão ceder tão fácil os espaços como os do Centro de Manaus. Ela estima em cem o número de ambulantes num dos principais centros comerciais da Zona Leste.

“Zona Leste não é igual o Centro não. Eles (Prefeitura de Manaus) não vão simplesmente tirar a gente daqui e nos deixar sem o nosso trabalho que ajuda a sustentar nossas famílias”, declarou Érika.

No local, se vende de tudo e em qualquer espaço. Nas calçadas, o pedestre circula com dificuldade e a poluição sonora e visual é grande. Ao ponto de - no momento em que a reportagem estava no local - uma criança de seis anos se perder da mãe em meio a multidão apertada numa das calçadas. E não é só os camelôs que ocupam os lugares dos pedestres. Os manequins e expositores das lojas também avançam para as calçadas.

Um dos vendedores ambulantes consultados pela reportagem, que preferiu não se identificar, informou que parte dos camelôs já providenciou bancas com rodinhas. A medida é uma forma de se prepararem para entrar e sair do local com agilidade caso a prefeitura inicie “uma perseguição aos trabalhadores ambulantes do local”.

Érika Santos disse que a Prefeitura já reuniu com eles oferecendo abrigo num galpão onde funcionaria um camelódromo da Zona Leste. Mas a líder dos camelôs das bancas de fruta afirma que a ideia não seduz a nenhum deles pela experiência dos camelôs do Centro. “Aqui a gente fatura de R$ 400 a R$ 700 por dia. Se nos colocarem num local sem movimento a gente perde isso. Ninguém está interessado em bolsa ou cesta básica. Queremos trabalhar e ganhar dinheiro com o nosso suor”, disse o vendedor.

A medida de desocupar as calçadas na principal rua de comércio no Mutirão, deixando-as livres para os pedestres e visualmente limpa divide os moradores do bairro. A auxiliar de serviços gerais Ernice Pinto Noronha, 50, afirmou que adoraria andar sem desviar de ambulantes. Ela passa pela rua todos os dias quando vai e volta do trabalho. “Às vezes não consigo nem andar. Preciso ir pela rua, que é perigoso por causa dos carros e caminhões que descarregam aqui. Quando estou com criança fico mais preocupada. Ia ser muito bom se a prefeitura entrasse aqui”, revelou.