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Capitania dos Portos se nega a dizer quem é o dono da lancha envolvida com orgia

Pelo segundo dia consecutivo, a Capitania Fluvial da Amazônia Ocidental (Cfaoc) não revelou para a imprensa e para a polícia, quem é o proprietário do barco que protagonizou cenas de atentado ao pudor à margem da praia da Ponta Negra

Barco navegava ontem em direção à marina Rio Belo, onde frequentadores disseram que o dono tem casas de shows

Barco navegava nesta terça-feira em direção à marina Rio Belo, onde frequentadores disseram que o dono tem casas de shows (EUZIVALDO QUEIROZ)

A Capitania Fluvial da Amazônia Ocidental (Cfaoc) não revelou, pelo segundo dia consecutivo, o nome do proprietário do barco Magnitude, em cujo deck mulheres nuas praticaram atentado violento ao pudor bem próximo da margem da praia da Ponta Negra, no domingo. Nesta terça-feira (08) à tarde a assessoria da Policia Civil informou em nota que “a delegada titular do 19º Distrito Integrado de Polícia (DIP), Lucimar Amorim, na manhã de segunda-feira, encaminhou um ofício à Capitania dos Portos solicitando informações a respeito do dono da embarcação e se ele tinha autorização para trafegar naquele local (próximo à praia). Mas até o momento (nesta terça à tarde) não houve resposta à solicitação, mas assim que houver, o dono será intimado para prestar esclarecimento”. Por dois dias também A CRÍTICA, invocando a Lei de Transparência, pediu a informação, mas a Capitania se negou a dizer quem é o responsável pelo barco .

Nesta terça, o Magnitude navegava tranquilamente pelas águas do Tarumã em direção à Marina Rio Belo, onde fica fundeado todos os dias, segundo moradores da região. Segundo os frequentadores da marina, o proprietário é dono de casas de shows na cidade e costuma usar o barco aos fins de semana para festinhas animadas. Segundo um frequentador, que não quis se identificar, as atitudes flagradas por A CRÍTICA com exclusividade não são nenhuma novidade. “Sempre aos finais de semana acontece isso, eles (donos dos barcos) enchem os barcos de mulheres, bebidas e ancoram onde querem e fazem o que querem. São patrões” afirmou.

Na manhã de segunda-feira o delegado geral da Polícia Civil Josué Rocha informou que a PC instaurou inquérito policial e que as pessoas responsáveis serão chamadas para prestar esclarecimento. Para que possam chamar os responsáveis, a polícia precisa da ajuda da Capitania, que até o momento não revela o responsável pela embarcação.Na única manifestação que fez sobre o caso, por meio de nota, a Capitania Fluvial da Amazônia Ocidental diz que notificou o proprietário da embarcação “Magnitude” para prestar esclarecimentos sobre a embarcação ancorada em área restrita para banhistas, mas não garante que vai investigar o atentado ao pudor praticado em balneário público diante de famílias e crianças que estavam na praia para se divertir.

Análise: Ademir Ramos, professor e antropólogo

Para o antropólogo e professor da Ufam, Ademir Ramos, a atitude do proprietário do barco e das mulheres é classificado de “Comportamento da Classe C” onde o consumo mostra a necessidade de se inserir na sociedade de “ Status”. Após ver as fotos de A CRÍTICA e analisar a matéria, Ademir disse “que não há uma relação de parentesco nenhum entre as pessoas que estavam no barco. Ali existe uma relação comercial, ‘utilitarista’. E para eles, os ‘patrões’, é a forma que acharam para ter aquilo que querem. É o caso do: ‘Eu estou pagando’, então eles pagam. Uns chamariam aquilo de prostituição e outros chamam de eventos”, diz.

Quando ao comportamento das pessoas que estão no barco, Ramos, disse que “ isso para eles foi um simples espetáculo, por que tinha público, e eles queriam se apresentar. Se não tivesse público não teria espetáculo, não teria exibição. A sociedade realmente banalizou o sexo, eu estou pagando: não precisa de amor; a afetividade: virou relação comercial. É a atual “coisa”, as pessoas virarão uma “ coisa” que se pode ter, se pagar para ter. E elas estavam ali para isso, e não pense que elas estão preocupadas, são pessoas em processo de inserção, isso era normal na década de 60”, finalizou.