Log in

Bem-vindo Log out Alterar dados pessoais

Esqueceu a senha?

X

Qualquer dúvida click no link ao lado para contato com a Central de Atendimento ao Assinante

Esqueceu a senha?

X

Sua senha foi enviadad para o e-mail:

Casal acompanha processo de transformação da Arena da Amazônia e realiza sonho

Testemunhas oculares das transformações do ‘Vivaldão’ nos últimos 50 anos, casal viveu, na Copa do Mundo em Manaus, uma das maiores emoções da vida

O casal Mineno Freitas Oliveira e Marilda da Silva Oliveira mora há quase meio século na avenida Lóris Cordovil

O casal Mineno Freitas Oliveira e Marilda da Silva Oliveira mora há quase meio século na avenida Lóris Cordovil (J. Renato Queiroz)

Moradores há quase 50 anos da avenida Lóris Cordovil, no bairro de Flores, Zona Centro-Oeste, o casal Mineno Freitas Oliveira, 77, e Marilda da Silva Oliveira, 73, são testemunhas oculares da metamorfose pela qual passou, neste período, a área em frente a casa deles. Primeiro, um matagal alagado onde “viam até jacaré”, depois o Estádio Vivaldo Lima e, agora, a exuberante Arena da Amazônia.

Na semana passada, Mineno e Marilda realizaram um sonho alimentado desde que Manaus foi escolhida uma das subsedes da Copa do Mundo, em 2009: assistir da arquibancada do novo estádio um jogo da competição da Fifa. “Minha emoção foi a 100%. Uma das emoções mais fortes que já senti na vida”, revela seo Mineno.

Cadeirante, Mineno assistiu da sua janela cada fase da obra de demolição do antigo “Vivaldão” e o erguimento da Arena da Amazônia. Confessava para as filhas um sonho e, ao mesmo tempo, um temor por causa da idade: “Será que vou conseguir assistir um jogo da Copa aí dentro?”, questionava.

Dona Marilda manteve, durante o período da construção do novo estádio, a mesma esperança de ver realizado o sonho do marido e dela própria. Durante a obra, visitou pessoalmente a Arena nos dias abertos ao público. “Muito bonito lá dentro. Vi o local onde os jogadores vão ficar antes dos jogos. Tinha até banheira”, contou, de forma animada, a dona de casa.

Durante a obra, as varandas da casa nos dois andares se tornou, de certa forma, o quintal da Arena. Isso porque não faltou poeira nos locais, trazida da obra pelo vento. “Eu não me incomodei. Toda vez que sujou, nós limpamos. A Arena ficou muito bonita. Espero que agora fique assim mesmo, que não derrubem mais para construir outra coisa”, disse.

Acessibilidade

Seo Mineno só reclama da falta de atenção das autoridades públicas com os cadeirantes. As calçadas das ruas próximas à Arena não têm esse tipo de acesso. Na frente da casa dele, a acessibilidade foi uma obra realizada pela própria família.

Mas, para suprir esta lacuna, seo Mineno contou com a atenção diferenciada das pessoas que trabalharam no jogo Croácia e Camarões, na quarta-feira passada, que ele assistiu. “Tem um carrinho que ajuda na locomoção de pessoas com deficiência da porta de acesso para lá. Mas como aqui é perto, é só atravessar a rua, vieram buscá-lo em casa”, contou a filha do casal Marcília Oliveira, 43.

O casal continua animado com a Copa e, em plena manhã de domingo, antes da penúltima partida em Manaus, estava dando retoques na decoração da casa, com as cores verde e amarelo. “Por mim essa Copa não acabava era nunca”, declarou dona Marilda.