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Após investimento de R$ 8 milhões, nova cadeia feminina é concluída em Manaus

O Centro de Detenção Provisória Feminino, inaugurado nesta terça-feira (24), vai abrigar as 270 detentas que estavam presas na Cadeia Pública Raimundo Vidal Pessoa

A nova unidade prisional deve receber as 270 internas da superlotada Cadeia Pública, que agora terão mais espaço

A nova unidade prisional deve receber as 270 internas da superlotada Cadeia Pública, que agora terão mais espaço (Luiz Vasconcelos)

As 270 detentas que hoje ocupam a Cadeia Pública Raimundo Vidal Pessoa, na avenida 7 de Setembro, Centro, serão transferidas para o Centro de Detenção Provisória Feminino, localizado no Km 8 da BR 174, inaugurado nesta terça-feira (24). O complexo, que tem vagas para 182 internas, custou aos cofres públicos cerca de R$ 8 milhões.

Segundo o secretário de Estado de Justiça e Direitos Humanos (Sejus), Louismar Bonates, a estrutura do novo local é muito melhor. Além disso, o secretário garante que o projeto do presídio prevê que ele seja ampliado em breve, uma vez que o número de mulheres presas na Cadeia Pública é 32% maior que o número de vagas ofertadas pela nova unidade. “Com essas transferências, a ala feminina da Cadeia Raimundo Pessoa será completamente desativada, atendendo a orientação do Conselho Nacional de Justiça”, explicou o coronel Louismar Bonates.

Na ala feminina da Raimundo Vidal Pessoa, deveriam estar apenas cem detentas, porém a realidade é bem diferente e a superlotação nos presídios é tema de críticas constantes, especialmente por parte do CNJ.

De acordo com o diretor-geral do Departamento Penitenciário Nacional (Depen), Renato Campos de Vitto, há um projeto em andamento para que se consiga diminuir a quantidade de presos provisórios, criando centrais de alternativas penais e, com isso, o cárcere passaria a ser somente para as pessoas que demonstrarem não terem condições de viver em sociedade, destinando para outras atividades esses presos provisórios.

Estrutura

A nova unidade possui uma moderna estação de tratamento de esgoto, projetada para atender uma demanda superior à capacidade do prédio e berçário para acomodar de forma digna os bebês menores de seis meses.

O diferencial, de acordo com o secretário da Sejus, é que o berçário não possui grades, pois tudo foi projetados para que as crianças não se sintam em um presídio e nem tenham lembranças negativas do local. “Nós queremos atender de forma digna a população carcerária, para que todos tenham chance de sairem melhores”, disse o secretário.

A nova unidade prisional possui ainda três salas de aula, laboratório de informática, enfermaria e um sistema de fechamento das celas diferenciado, que evita que os agentes penitenciários entrem em contato com as presas. No novo sistemas, os agentes fecham, ao mesmo tempo, todas celas, o que diminui o risco de um dos funcionários serem feitos reféns em caso de rebelião.

Em todo o Estado, existem 8.706 mil presos, de acordo com dados da Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos (Sejus). Somente em Manaus são 5.882 detentos.