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Cerca de 300 mil trabalhadores buscam reajuste salarial, entre outros benefícios, em Manaus

Eles estão distribuídos em vários setores e categorias, alguns deles já iniciaram as negociações junto aos empregadores, em busca de benefícios em geral

A projeção do PIB industrial também foi revista, de 2% para 1,6%

Aproximadamente 80 mil empregados esperam conseguir, junto aos empregadores um acréscimo de 12% sobre os salários (Antonio Lima)

O final do primeiro semestre se aproxima e com ele o início de um calendário já conhecido de reuniões para definir os acordos coletivos de diversas categorias trabalhistas que atuam em Manaus.

Com o prazo apertado, mais de 300 mil trabalhadores se movimentam, por meio de sindicatos de classe, para tentar negociar, junto aos empregadores, reajustes salariais e benefícios como cestas básicas e planos de saúde.

Somente no segmento industrial, 130 mil trabalhadores representados pelo Sindicato dos Metalúrgicos do Amazonas (Sindmetal-Am) começam os preparativos para iniciar a maratona de reuniões, junto à classe patronal em busca de melhorias salariais. De acordo com o presidente da entidade, Valdemir Santana, este ano, o pleito é por um reajuste salarial de 13,85%, com ganhos reais de 4% para os trabalhadores.

Segundo ele, também serão solicitados licença maternidade por um período de seis meses, assistência odontológica e creche. “Alguns desses benefícios são concedidos por algumas empresas, mas não por outras. Queremos que eles sejam garantidos a todos”, detalhou Santana, que adiantou que até a próxima sexta-feira estará com o calendário de reuniões fechado junto à classe patronal.

Outras categorias

Outra classe que inicia as discussões pelo acordo coletivo logo no início de julho é a dos empregados do segmento de hotéis, bares e restaurantes. Ontem, em reunião na Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE-AM), eles decidiram retomar o diálogo no próximo dia 3 de julho. Mais duas reuniões estão marcadas para os dias 7 e 20 de julho, respectivamente.

Com os três encontros, os aproximadamente 80 mil empregados esperam conseguir, junto aos empregadores um acréscimo de 12% sobre os salários. O representante da categoria, Antônio de Carvalho, informou que a proposta foi entregue em março, mas que não houve nenhuma resposta do sindicato patronal. “Por este motivo recorremos à SRTE para mediar o impasse. Já perdemos até a data base e eles (empresários) não nos chamaram para nenhuma reunião”, explicou o sindicalista.

Os 90 mil operários que compõem a classe trabalhadora da construção civil, em Manaus, já chegaram, inclusive a fazer ameaça de greve. Com o fim da data-base na próxima segunda-feira, a paralisação foi prometida caso não houvesse acordo quanto ao pleito de 11% de aumento sobre os salários.

O chefe da seção das relações de trabalho da SRTE-AM, Francisco das Chagas Oliveira, reforçou que o órgão está à disposição para os dois lados interessados em caso de impasse na definição do acordo coletivo.