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Cerca de 12 famílias são retiradas de invasão que ocupava área verde em Manaus

Prefeitura, Estado e Polícia Militar derrubaram 16 casas e retiraram as famílias da área verde no conjunto Galiléia, bairro Monte das Oliveiras, Zona Norte

Na manhã desta sexta-feira (01), 16 casas construídas irregularmente na área verde foram demolidas durante a ação da prefeitura

Na manhã desta sexta-feira (01), 16 casas construídas irregularmente na área verde foram demolidas durante a ação da prefeitura (Antonio Menezes)

Doze famílias que ocupavam uma área verde, localizada no conjunto Galiléia, bairro Monte das Oliveiras, Zona Norte, foram retiradas ontem da área pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas). A ação foi realizada em parceria com a Superintendência de Habitação do Amazonas (Suhab), Polícia Militar e Guarda Civil Metropolitana.

No total, 31 casas foram erguidas no terreno, porém, de acordo com a Semmas, nesse primeiro momento 16 edificações foram demolidas. As casas onde havia pessoas morando foram notificadas e as famílias têm um prazo de 15 dias para deixarem o local. Além disso, as demarcações de lotes, que caracterizam a venda ilegal de terrenos, foram retiradas.

Uma investigação da Delegacia Especializada em Meio Ambiente (Dema) será aberta para checar a denúncia da venda dos terrenos por dois homens conhecidos como “Zé Pintor” e “Cleber Loiro”. De acordo com a denúncia, os lotes eram vendidos por valores entre R$ 2 mil e R$ 4 mil.

A empregada doméstica Maria Carvalho Moita, 42, disse que comprou o terreno por R$ 6 mil e que já pagou R$ 1.500.

Segundo Maria, todo o salário do Programa de Integração Social (PIS) foi usado no início da construção da casa. “Se eu soubesse que essa era uma área proibida, não teria investido todo meu dinheiro”, disse a empregada doméstica.

Maria explicou, ainda, que perguntou do vendedor a situação do terreno e ele informou que tudo seria resolvido e logo ela teria os documentos da casa. “Ver tudo o que eu já consegui construir sendo demolido é muito triste, pois não sei o que fazer”, acrescentou Maria.

Enquanto a casa era demolida, a empregada doméstica tentou falar com o vendedor do terreno, que ela não confirmou como sendo um dos investigados pela polícia, e não conseguiu.

Reincidentes

Essa foi a quarta vez que a Semmas retirou os invasores, que acabam sempre retornando. Elienai de Oliveira Cavalcante, 36, conta que mora há dois anos no local e que, mesmo a Semmas retirando-os do local, a área é invadida de novo porque as famílias não têm para onde ir.

Ele reconhece que invadiu o terreno, mas diz que fez isso porque morava alugado e não tinha mais como pagar o aluguel. De acordo com Elienai, se o poder público deixasse que os moradores continuassem no local, pagando pelo terreno e cuidando da área, seria melhor. “Nós não queremos invadir, mas precisamos de um lugar para morar. Se não for aqui, pode ser em outro lugar, o importante é que eles nos ajudem, pois não estamos morando nessas condições porque queremos”, disse Elienai.