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Cerca de 40 famílias são retiradas de terreno invadido na Zona Norte de Manaus

As famílias que ocupavam um terreno na Nepal, no bairro Nova Cidade, foram retiradas por fiscais da Suhab e seus barracos destruídos com apoio de policiais

Líderes da ocupação irregular defendem que o terreno nunca foi utilizado e apenas serve como abrigo para bandidos

Líderes da ocupação irregular defendem que o terreno nunca foi utilizado e apenas serve como abrigo para bandidos (Antonio Menezes)

a última sexta-feira, foram retirados ontem por fiscais da Superintendência de Habitação do Amazonas (Suhab). Os poucos barracos erguidos no local foram derrubados com apoio de policiais militares.

Um dos líderes da ocupação irregular, que se identificou como Giovani Souza, 24, explicou que todas as famílias que ocuparam a área moram em casas alugadas no próprio bairro e fizeram isso porque o terreno nunca foi utilizado e apenas serve como abrigo para usuários de drogas e assaltantes.

Ainda segundo Giovani, na última segunda-feira houve tiroteio no local e os moradores do bairro vivem constantemente com medo.

De acordo com os invasores, o terreno estava tomado por lixo e mato, e eles mesmos limparam o local e dividiram em lotes do mesmo tamanho dos terrenos localizados no início do bairro. Giovani disse que a intenção era chamar a atenção do poder público, pois há muitas famílias sem casa própria e o terreno está servindo para o crime.

Durante a retirada dos barracos, o líder da invasão declarou esperar que o Estado faça alguma obra para atender as necessidades da população, pois há mais de 12 anos que os moradores ouvem promessas de construção de uma creche, de um posto de saúde e uma quadra de esporte, o que nunca aconteceu. “Nós já ouvimos várias promessas e nada foi feito, enquanto isso, as pessoas sofrem por não ter onde morar”, acrescentou Giovani.

O aposentado Francisco Ferreira Filho, 80, explicou que tem casa própria, mas que a filha mais velha mora com três filhos em uma casa alugada. Por isso ele estava no local a fim de conseguir um lote. “O aluguel é muito caro e ela tem três filhos. Vim ajudá-la a conseguir um terreno”, disse o aposentado.

Para a dona de casa Maria Venância Lima, 48, que mora no bairro Nova Cidade há 11 anos, a ocupação do terreno não é ruim, pois o local está abandonado e não atende a comunidade. “Se eles fizessem algo que melhorasse a vida de todos seria bom, mas como não fazem, melhor as pessoas que não tem casa ocuparem o local, para que não seja abrigo para marginal”, Maria Venância.

Institucional

De acordo com a Superintendência de Habitação do Amazonas (Suhab), a área invadida é institucional, pertencente ao Estado, porém, destinada a equipamentos comunitários como escola, quadra esportiva e posto de saúde. Ainda segundo o órgão, a área não pode ser ocupada e o procedimento que os moradores devem adotar é decidir o que é necessidade para o local e entrar com um pedido na secretaria municipal responsável para solicitar o repasse do terreno à prefeitura.