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Manaus acumula cerca de 2,8 mil toneladas de lixo por dia, conforme dados da Semulsp

Para a Secretaria Municipal de Limpeza Pública (Semulsp), o número mostra a falta de conscientização da população sobre como e onde descartar esse lixo

Muitas pessoas aproveitam para jogar tudo que não querem mais e formam vários entulhos nas ruas

Muitas pessoas aproveitam para jogar tudo que não querem mais e formam vários entulhos nas ruas (Kelly Melo )

Manaus produz diariamente cerca de 2,8 mil toneladas de lixo. Por mês, esse quantitativo chega a 80 mil toneladas de resíduos sólidos que chegam no aterro sanitário da capital. Para a Secretaria Municipal de Limpeza Pública (Semulsp), o número mostra a falta de conscientização da população sobre como e onde descartar esse lixo que muitas vezes poderia ser reaproveitado.

Um exemplo clássico dessa problemática está na rua Portugal, no bairro Japiim, na Zona Sul, em frente a um rip-rap. Ali até existe uma lixeira, instalada pela Prefeitura, mas os moradores nem sempre colocam o lixo dentro do recipiente. Muitas vezes o descarte é feito à beira da rua, próximo ao igarapé. “Fica tudo jogado aí na frente e quando chove, o lixo vai todo para o igarapé. Fica terrível a situação”, afirmou o morador Francisco das Chagas, 34.

Outro problema apontado é o contato de animais com esses resíduos. “Quando as pessoas deixam (o lixo) aí, os cachorros vem, rasgam as sacolas e deixam tudo espalhado. Aí fica aquele mal cheiro e para completar, quando o carro do lixo passa, não leva tudo”, reclamou o pedreiro Elias da Silva Simões, 45, que mora no local há 15 anos.

Saúde pública

Segundo o subsecretário de Gestão da Semulsp, Eisenhower Campos, tratar adequadamente do lixo que produzimos é, sobretudo, uma questão de saúde pública e educação ambiental. “Tudo passa por um processo de educação ambiental e todos nós somos geradores de lixo. No entanto, precisamos da contribuição de cada pessoa porque a responsabilidade não é apenas da Prefeitura, mas cada um deve cuidar do espaço em que vive.

Ainda de acordo com Campos, só no ano passado o município gastou cerca de R$ 230 milhões no tratamento dos resíduos sólidos. Para este ano, a previsão de orçamento municipal chega aos R$ 215 milhões. “Se entendermos que quanto menos lixo chegar no aterro sanitário, menos o município vai gastar, as coisas podem mudar. E vale ressaltar que 70% do material que chega no aterro, poderia ser reaproveitado ou doado. Estamos enterrando dinheiro”, afirmou ele.

Eisenhower Campos explicou também que a população deve evitar deixar o lixo fora de casa por muito tempo e fora das lixeiras. “Manaus é uma das poucas capitais onde a coleta é feita todos os dias. Então o ideal é pôr o lixo para fora 15 ou 30 minutos antes do carro coletor passar. Isso evita que chame a atenção de cachorros e que eles espalhem os resíduos”, disse.

Denunciar é o primeiro passo

Em casos de lixeiras viciadas, a população deve denunciar. Todos os dias, segundo a Semulsp, surge uma nova e não há um número preciso de quantas existem na cidade. Em caso de não coleta em seu bairro, é só denunciar para o Disque Limpeza (0800-092-6356) ou www.semulsp.manaus.am.gov.br.