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Cirurgia de próstata, em pacientes com câncer, pode reduzir futuros problemas de disfunção erétil

A constatação foi feita pela acadêmica de Medicina Larissa Pires de Oliveira, a partir da pesquisa “Estudo prospectivo randomizado comparando as técnicas de prostatectomia radical retropúbica e laparoscópica”

Com as modificações aprovadas, o texto em discussão prevê como exclusividade do médico, as cirurgias; aplicação de anestesia geral; internações e altas, dentre outras.

O câncer de próstata é o de maior incidência entre os homens brasileiros (Agência Senado)

Entre os benefícios da cirurgia videolaparoscópica (procedimento minimamente invasivo feito a partir de pinças e uma microcâmera) para a retirada da próstata em pacientes com câncer nessa região, está a redução das chances de o portador sofrer, futuramente, com problemas de disfunção erétil, um dos maiores temores dos homens que passam pelo tratamento contra a doença.

A constatação foi feita pela acadêmica de Medicina Larissa Pires de Oliveira, a partir da pesquisa “Estudo prospectivo randomizado comparando as técnicas de prostatectomia radical retropúbica e laparoscópica”.  A pesquisa compara o método convencional, de cirurgia por via aberta, com a videolaparoscopia.

Este e outros 35 trabalhos de bolsistas inseridos no Programa de Apoio à Iniciação Científica (Paic-2013), desenvolvido pela Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (FCecon), órgão do Governo do Estado, estão sendo avaliados desde esta quinta-feira (21) até este sábado (23), por uma banca formada pelo pesquisador sênior da FCecon e membro da Universidade de São Paulo (USP), José Eduardo Levi, e pela doutora Maria Paula Mourão, pesquisadora da Fundação de Medicina Tropical Doutor Heitor Vieira Dourado, órgão que também faz parte da rede estadual de saúde.

No caso de Larissa Peres, a comparação entre a cirurgia retropública - cuja abertura para a retirada da próstata é maior - e a laparoscópica - onde o procedimento é feito por três incisões de um centímetro cada e utilizando microcâmera -, conforme o resultado preliminar, esta última opção resulta, ainda, na redução do sangramento durante o procedimento, além de menor tempo de hospitalização e redução das chances de contrair infecções.

Confirmação

Já a acadêmica Tyane de Almeida abordou o seguinte questionamento: “Há melhora da função erétil em pacientes com câncer de próstata localizado submetidos à prostatectomia radical retropúbica utilizando lupa cirúrgica?”.  De acordo com ela, a utilização da lupa no procedimento diminui, por exemplo, as chances de lesões no nervo durante a cirurgia.

Ela também destacou que no procedimento por via aberta, ou seja, pelo método convencional, as chances de resultar na disfunção erétil são maiores. Entre os dados considerados no estudo está o aumento no número de casos de câncer de próstata nos últimos 20 anos no País além de dados internacionais sobre a doença.