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Copa não movimenta vendas em novos camelódromos de Manaus

Comerciantes abrigados no Camelódromo da Epaminondas, Centro de Manaus, evitam adquirir novas mercadorias alusivas ao Mundial, devido o baixo movimento

No camelódromo da Epaminondas, movimento de clientes é tão fraco que muitos camelôs fecham as bancas às 13h

No camelódromo da Epaminondas, movimento de clientes é tão fraco que muitos camelôs fecham as bancas às 13h (Lucas Silva)

O baixo movimento nos camelódromos da Epaminondas e Floriano Peixoto, no Centro de Manaus, fez com que os comerciantes que estão nesses pontos evitassem adquirir novas mercadorias para entrar no ritmo da Copa do Mundo, diferente de anos anteriores.

Todos os dias, a maioria das bancas fecha por volta de 13h e as que ficam abertas oferecem pouca variedade de produtos com motivos da Copa do Mundo. Os camelôs que conversaram com a reportagem justificam que não procuraram se endividar comprando novas mercadorias para não ficarem com “material preso”.

Segundo eles, que preferem não se identificar alegando temerem represálias por órgãos e profissionais da prefeitura, o movimento nos camelódromos é fraco se comparado a quando eles estavam nas calçadas do da Igreja da Matriz e da avenida Eduardo Ribeiro.

Uma das donas de bancas que está no Floriano Peixoto, considerado por eles o camelódromo de maior movimento de clientes, somava, até as 16h da segunda-feira, fatura de R$ 100. Todas as mercadorias vendidas eram com as cores da bandeira do Brasil: tiaras, blusas femininas, roupas de crianças e toalhas de rostos. “Mas se eu tivesse lá na Matriz, o movimento não parava e o lucro era bem melhor”, declarou.

Um dos camelôs abrigados no Camelódromo da Epaminondas contou que trabalhava desde a década de 1990 na Igreja da Matriz e que, por causa da baixa no movimento, não renovou produtos para a Copa. Ele trabalha com acessórios para celulares. Na banca, não havia nada com as cores verde e amarelo.

“Não estou comprando nada. O que eu já tinha estou vendendo só para comer, não está sobrando”. O mesmo camelô disse que a maioria das bancas fechadas se justifica pelo fato de não ter movimento no local. “As pessoas vão ficar aqui para quê? Ficar olhando um para a cara do outro?”, reclamou.

Outro camelô da Epaminondas, que trabalha com bonés e camisas, adquiriu produtos da Copa do Mundo em menor escala do que estava acostumado em outros anos da competição. Ainda assim, quase todo material, segundo ele, está parado. O que consegue vender é quando, despistando fiscais da prefeitura, faz o braço de mostruário e sobe para as avenidas principais para comercializar.

Uma comerciante que está com o ponto no Camelódromo da Miranda Leão disse que a banca passa quase o dia todo fechado. “Fico até triste de ver tanto movimento no Centro e meu produto parado”, queixou-se.