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Colônia lusitana de Manaus festeja nesta sexta-feira (25), 40 anos da Revolução dos Cravos

Segundo o presidente da comunidade portuguesa de Manaus, Rui Conde, brasileiros e portugueses sempre foram povos amigos, rendendo até hoje bons frutos

Um dos legados da colonização portuguesa no Amazonas, hospital conserva os traços arquitetônicos e mantem-se em atividade há mais de cem anos

Um dos legados da colonização portuguesa no Amazonas, hospital conserva os traços arquitetônicos e mantem-se em atividade há mais de cem anos (J. Renato Queiroz)

Influentes na arquitetura, na culinária e até na religiosidade do povo amazonense, a comunidade portuguesa de Manaus festeja, nesta sexta-feira (25), os 40 anos da Revolução dos Cravos, na qual foi deposta a ditadura salazarista e se iniciou a democracia na chamada “Terrinha”.

Segundo o presidente da comunidade portuguesa de Manaus, Rui Conde, brasileiros e portugueses sempre foram povos amigos e essa boa relação rende até hoje bons frutos. O presidente lembra que a expansão do comércio de Manaus teve grande influência da colônia portuguesa. “Hoje, os portugueses que vivem em Manaus diversificaram os negócios e estão atuando em setores como a indústria”, disse Rui Conde.

O professor aposentado da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) Renan Freitas Pinto diz que dos Estados brasileiros o Amazonas é o que mais tem influência portuguesa.

De acordo com Renan Freitas cidades do interior, como Barcelos, tem no nome a própria origem portuguesa. Na arquitetura, prédios como a sede do Luso Sporting Club, hoje, uma universidade, o Hospital Beneficente Portuguesa e diversas casas localizadas no Centro, tem traços portugueses.

Para Rui Conde, o estilo colonial encontrado nos detalhes na arquitetura dos prédios de Manaus pode ser visto também em Portugal e isso é muito bom, pois demonstra a integração dos países.

Na culinária, os portugueses dividem com os índígenas a influência no dia a dia amazonense. Pratos como sarapatel, que a maioria das pessoas imaginam ser uma comida indígena, tem origem em Portugal. Segundo Renan Freitas, o sarapatel foi inspirado na buchada feita com tartaruga marinha e que, quando os portugueses chegaram na Amazônia, foi adaptada para ser consumida com tartaruga de rio.

De acordo com Rui Conde, o bacalhau, que hoje é muito consumido em datas especiais, era comida de pessoas mais humildes, que passavam muitos dias longe de casa e, por isso, precisavam de alimentos que não estragassem com facilidade.

Para o presidente da comunidade portuguesa de Manaus, são muitas as influências, mas a mais importante é a língua que faz com que os dois países consigam se integrar mais ainda. “Mesmo com algumas palavras de significado diferente brasileiros e portugueses conseguem se comunicar e viver em harmonia”, destacou Rui Conde.