Log in

Bem-vindo Log out Alterar dados pessoais

Esqueceu a senha?

X

Qualquer dúvida click no link ao lado para contato com a Central de Atendimento ao Assinante

Esqueceu a senha?

X

Sua senha foi enviadad para o e-mail:

Comerciantes da Manaus Moderna já amargam prejuízos com a cheia do rio Negro

Se as águas do rio Negro vierem a subir aos níveis alcançados há dois anos (29,97m), o prejuízo dos comerciantes amazonenses certamente será bem maior


Na cheia de 2012, as águas do rio Negro invadiram boa parte da avenida Eduardo Ribeiro, após transporem barreira da Manaus Moderna, o que prejudicou o comércio da área

Na cheia de 2012, as águas do rio Negro invadiram boa parte da avenida Eduardo Ribeiro, após transporem barreira da Manaus Moderna, o que prejudicou o comércio da área (Euzivaldo Queiroz)

Quem tem comércio na área da Manaus Moderna fica preocupado quando chega essa época do ano, pois a enchente afugenta o consumidor do interior do Estado. Porém, se as águas do rio Negro vierem a subir aos níveis alcançados há dois anos (29,97m), o prejuízo certamente será bem maior. Por isso, alguns deles, já escolados com essa situação estabeleceram alguns “truques” para contornar as dificuldades que o período pode oferecer.

O empresário José Manarte (foto recortada), por exemplo, possui uma caderneta onde anota o nível do rio, semanalmente, para evitar surpresas desagradáveis. Ele é proprietário da tradicional Casa Manarte, localizada na Rua Barão de São Domingos, bem próxima à feira da Manaus Moderna. Por conta da proximidade com a orla do rio, a água invadiu a loja durante os picos da cheia, gerando uma queda de 50% nas vendas.

“Aquela cheia foi uma grande surpresa, mas não posso mais me permitir ficar desavisado. Por isso, ligo para o Porto toda semana e pergunto o nível da água, para tentar me precaver quando começar a aumentar. Como é um fenômeno natural, é uma das únicas coisas que posso fazer para evitar maiores prejuízos”, afirma.

Sidney Oliveira, conferente da Distribuidora Maceió, localizada na rua Joaquim Nabuco, revela que já está tendo prejuízos com a cheia deste ano. Como a maioria dos clientes dele residem em municípios afastados da capital, todos os estragos causados no interior do Estado estão refletido nas vendas da empresa.

“Já estamos tendo prejuízo, porque 90% dos nossos clientes são do interior, ou seja, se eles são afetados, se perdem dinheiro, nós também somos afetados e também perdemos dinheiro. Porém, os estragos poderiam ser maiores se não fossem os cuidados que temos durante essa época do ano. Desde a cheia de 2009, antes mesmo da grande cheia de 2012, a gente sempre compra menos produtos, porque já sabe que as vendas vão cair”.

Fé e economia

Já a cozinheira e proprietária do lanche Varejão do Peu, Rute Silva, confessa que não tem nenhum método para driblar a cheia, apenas reza, todo ano, para o nível da água ser menor que em 2012.

“A água invadiu metade do lanche naquela época, não tinha como trabalhar. Fiquei dois meses em casa, apenas acumulando dívidas. A única coisa que faço, desde lá, é não fazer nenhuma dívida e reservar dinheiro, para não ficar no vermelho caso tenha que fechar as portas novamente”.

De acordo com a previsão do Serviço Geológico do Brasil (CPRM), divulgada no dia 31 de março, O nível do rio Negro este ano pode atingir a cota máxima de 29,49 metros.

Lojas já ‘desenham’ Dia das Mães

Faltam 11 dias para a Páscoa e o comércio de Manaus já está se preparando para uma data comemorativa do mês que vem: o Dia das Mães. De acordo com o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Manaus (CDL), Ralph Assayag, as lojas mais distantes dos segmentos de doces, que são o grande forte da Páscoa, já estão “desenhando” a campanha para a data comemorativa de maio, considerada uma das mais importantes do ano para os lojistas. A previsão da sigla é de que as vendas subam 4% durante a semana do Dia das Mães, entre os dias 6 e 12 de maio. Ainda de acordo com Assayag, 400 funcionários devem ser contratados em maio para suprir a demanda do mês.Preço altoO comércio passou por maus momentos nos últimos dias. Ontem, por causa da greve dos ônibus, houve uma queda de 15% nas vendas, que chegou a atingir 25% no período da manhã.

Antes disso, por conta da greve de 46 dias dos servidores da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Manaus), o comércio de Manaus teve cerca de R$ 170 milhões em produtos retidos em portos privados que cobram diárias pelo armazenamento de produtos. Todo esse prejuízo Será refletido nas compras do consumidor em forma de preços mais altos. A CDL estima que, dependendo da locação a mais paga, o preço de alguns produtos podem subir em até 10%.