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Quiosques de frutas projetados para a Copa do Mundo são alvo de reclamações em Manaus

Cessionários reclamam do abandono em que se encontra os quiosques, localizados na avenida Torquato Tapajós, Zona Norte, sem manutenção, banheiros e água

Cessionários afirmam que os quiosques recebidos diferem do projeto

Cessionários afirmam que os quiosques recebidos diferem do projeto (Euzivaldo Queiroz)

Construídos no ano de 2012, os quiosques de frutas regionais, localizadas na avenida Torquato Tapajós, Zona Norte, próximo à saída da avenida Santos Dumont, são alvo de constantes reclamações por parte dos comerciantes. Os cessionários afirmam que o local não foi entregue conforme o projeto, o que acarreta em desperdício, prejuízos e condições precárias de trabalho que comprometem, inclusive, a qualidade dos produtos. Segundo eles, a estrutura entregue para a Copa do Mundo, desde a inauguração não recebe nenhuma manutenção.

Leonardo Oliveira, 31, conta que a prefeitura até hoje não os procurou para falar sobre reforma ou qualquer preparativo para o mundial de futebol. “A cidade já começou a receber turistas e eles fazem compras aqui. Sei que a coisa tá feia e dá até vergonha, mas nós não podemos fazer nada. Está mais que na hora de uma reforma”, falou o dono de uma das barracas.

Segundo Leonardo, eles já chegaram a ficar três semanas sem água no banheiro. Água nas torneiras para lavar as frutas, nunca existiu. “O banheiro está sem água faz tempo, nem lembro a última vez que deu água ai, está imundo. Quando a gente precisar lavar as frutas, temos que pedir água do pessoal da fábrica aí da frente ou trazemos de casa, o que nem sempre dá pra fazer”, explicou.

Outro problema enfrentado pelos feirantes diariamente é o calor. As barracas foram entregues cobertas com telhas de alumínio que, segundo eles, nem existe mais. “Antes a gente não conseguia ficar dentro da barraca. A telha era de alumínio e esquentava muito. Como o espaço é pequeno, o calor ficava concentrado todo aqui dentro. As frutas que ficavam perto do telhado estragavam rapidamente. Hoje, os quiosques estão cobertos com lonas ou papelão. Por isso que muitos só vêm trabalhar aos finais de semana”, acrescentou Leonardo.

Projeto

O comerciante Osvaldo Sadala, 38, contou que o projeto não saiu conforme o apresentado pela prefeitura antes do início das obras, em 2012. “A banca é bem diferente do que foi mostrado. Elas eram maiores e distantes uma da outra, e o telhado não deixaria que molhasse dentro”, disse. Segundo ele, alguns feirantes tiveram que alterar o local serrando uma porta na lateral da barraca para não ter que dar a volta ao atender os clientes. A porta original ficava atrás do boxe.