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Comércio sobre rodas atrapalha trânsito e pedestres de Manaus

Estacionados principalmente próximo a escolas, faculdades e em frente a centros comerciais, os veículos usados como fonte de trabalho são motivo de reclamação

Oferta de produtos dentro de veículo próprio é comum: alternativa às bancas que costumam sofrer com assaltos

Oferta de produtos dentro de veículo próprio é comum: alternativa às bancas que costumam sofrer com assaltos (Lucas Silva)

Eles são os verdadeiros ambulantes. Isto porque, unem a praticidade e o jeito fácil de vender lanche e outros produtos dentro de veículos ao deslocamento, o que dificulta uma possível fiscalização. Por conta disso, cada vez mais vendedores ambulantes optem por utilizar carros particulares como barracas.

Estacionados principalmente próximo a escolas, faculdades e em frente a centros comerciais, os veículos são motivo de reclamação de pedestres e motoristas que precisam circular por esses locais. Se para os pedestres o principal problema é o espaço nas calçadas, que é ocupada por cadeiras e caixas de isopor, para os motoristas a reclamação é em relação às vagas de estacionamento que são usadas pelos vendedores.

Segundo o motorista Pedro Souza, 28, no Centro da cidade, onde uma vaga para estacionar é disputada em qualquer momento, ter os locais ocupados por vendedores causa bastante transtorno.

Fiscalização

A fiscalização da atividade desses vendedores é de responsabilidade da Secretaria Municipal de Feiras, Mercados, Produção e Abastecimento (Sempab), porém, a secretaria informou que não pode fazer a apreensão dos veículos e nem dos produtos comercializados sem o apoio do Instituto Municipal de Engenharia e Fiscalização do Trânsito de Manaus (Manaustrans).

De acordo com a Sempab, quando há denúncias de irregularidades, a secretaria solicita o apoio do Manaustrans. Já o órgão de trânsito, informou que esses veículos são autuados e fiscalizados somente se estiverem em situação de infração de trânsito.

Segundo o Manaustrans se os veículos estiverem estacionados em local proibido ou cometendo qualquer outra infração, o agente de trânsito tem autonomia para multar.

O diretor presidente do Manaustrans, Paulo Henrique Martins, enfatizou que a fiscalização está orientada para atuar, de forma rigorosa, quanto aos veículos estacionados de forma irregular, inclusive os que são utilizados por vendedores.

O vendedor de água de coco, Ezias Souza de Oliveira, 46, diz que chega na rua Miranda Leão, Centro, às 5h para conseguir estacionar no mesmo local. “Nós não ocupamos a vaga de forma irregular”, disse o vendedor.

Zona Azul poderá ‘atrapalhar’

O Manaustrans informou que a Prefeitura está estudando a permanência desses carros de lanche após a implantação do Zona Azul. Segundo o presidente do instituto, Paulo Henrique Martins, as vagas de estacionamento após a implantação do Zona Azul serão de apenas três horas, no máximo, independente do tipo de veículo.

A licitação do Zona Azul anunciada para o dia 15 de janeiro foi suspensa na semana passada pela Comissão de Licitação para que a comissão pudesse analisar e responder às questões técnicas formuladas por empresas interessadas na concorrência.

O projeto Zona Azul foi criado pela Prefeitura com o objetivo de facilitar o estacionamento de veículos no Centro. As vagas serão criadas nos trechos de maior movimentação da área central e fazem parte do processo de revitalização da área.

Para o ambulante Adersom da Costa, 63, depois que o sistema começar a funcionar é preciso encontrar outro lugar para trabalhar. “Enquanto puder trabalhar dessa forma, os vendedores vão continuar no Centro”, disse.