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Comunidade São Sebastião completa 28 anos nesta segunda-feira (20), em Manaus

Moradores gozam da posição geográfica do bairro e, apesar de algumas carências, conquistaram outras importantes

Na capela, a chamada para as comemorações o dia todo com atividades cívicas e novena para os comunitários

Na capela, a chamada para as comemorações o dia todo com atividades cívicas e novena para os comunitários (Bruno Kelly)

A comunidade São Sebastião, no bairro Petrópolis, Zona Sul, está em clima de festa. Nesta segunda-feira (20), além de ser comemorado o dia do santo que dá nome à comunidade, pela primeira vez, os festejos também são em homenagem ao aniversário de fundação. Este ano, a comunidade São Sebastião, que surgiu de uma invasão na década de 80, completa 28 anos.

Em homenagem ao santo e também ao aniversário da comunidade, os festejos promovidos pela capela São Sebastião, pertencente à Área Missionária Santa Catarina de Sena, começaram desde o último dia 11, com o novenário. Neste final de semana, a comemoração continuou com o arraial.

O destaque dos festejos é a tradicional procissão que vai percorrer as ruas da comunidade encerrando-se no pátio da capela para uma missa campal.

Contudo, o clima de festa não é suficiente para que os moradores esqueçam alguns problemas que atingem a comunidade há várias gestões municipais. “O que sempre faltou aqui na comunidade foi políticas públicas”, afirma o autônomo Manoel Mafra, 54, presidente da Associação de Moradores.

Quando se trata de espaços para o lazer, a comunidade não tem muito o que comemorar disse Manoel. “Nós temos o campo de futebol do extinto Centro Recreativo Palácio Rio Negro, criado para os funcionários do Governo. Mas está destruído há 30 anos. A associação de moradores tem lutado para que transforme o local num Centro de Convivência da Família. Essa é uma de nossas reivindicações, mas precisamos não só do apoio dos moradores, mas do poder público”, disse Manoel.

O Posto de Entrega Voluntária (PEV) para a coleta seletiva localizado na travessa Rio Madeira, nunca chegou a funcionar. O local deveria receber resíduos recicláveis dos moradores da comunidade e foi construído com recursos advindos de multas aplicadas pela Vara Especializada em Meio Ambiente e Questões Agrárias (Vemaqa) aos infratores ambientais. Mas permanece fechado até hoje, segundo Manoel.

“Poderia ser usado no trabalho de ações de conscientização e educação ambiental na comunidade, mas para isso é preciso a participação da prefeitura, por exemplo”, completou.

União é arma de conquistas

Quando os moradores de uma comunidade deixam de lado o individualismo, se unem, e passam a dar apoio a quem se dedica a dar voz às reclamações e reivindicações, a oportunidade de avanços na comunidade acaba sendo maior. Prova disso acontece na comunidade São Sebastião.
 
“O nosso papel, enquanto associação, não é executar as soluções dos problemas, mas sim, solicitá-los”, afirma Manoel, presidente da Associação de Moradores.

Cursos profissionalizantes foram levados para as salas de aula da sede da associação graças ao esforço da comunidade em lutar pelo interesse da coletividade. “Fomos em busca de parcerias com instituições e conseguimos trazer, por exemplo, o curso de doces e salgados. Dessa forma fizemos nossa parte para ajudar na geração de renda aos moradores”, explicou Manoel Mafra.

Outra conquista da comunidade foi conseguir levar para as salas de aula da associação o Programa Municipal de Escolarização do Adulto e da Pessoa Idosa (Promeapi).