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Avenida Constantino Nery fica 'exclusiva' para ônibus do BRS

Após o BRS, coletivos, que já têm exclusividade na faixa da esquerda e ainda andam pela direita, invadiram a faixa do meio. Outros veículos perderam todas as pistas

Ônibus articulados deveriam circular apenas pela faixa da esquerda e, os convencionais, pela direita, mas ocupam toda a rua

Ônibus articulados deveriam circular apenas pela faixa da esquerda e, os convencionais, pela direita, mas ocupam toda a rua (Euzivaldo Queiroz)

A exemplo dos dias da semana, no fim de semana continuou o desrespeito à ocupação da faixa exclusiva para os ônibus do Bus Rapid System (BRS) e manteve-se o cenário de engarrafamentos já, que com o novo sistema, ônibus circulam por duas e até por três pistas, reduzindo o espaço para os veículos.

“Não temos alternativa, já que nessa pista exclusiva passam poucos ônibus”, justificou o condutor Ednelson Soares, 40, que só pretende evitar seguir pela faixa exclusiva quando a Superintendência Municipal de Transportes Urbanos (SMTU) estiver multando.

Por determinação da SMTU, somente podem fazer o embarque e desembarque de passageiros nas oito plataformas, localizadas na pista da esquerda da Constantino Nery as linhas 300, 448, 500, 560, 640 e 652, que operam com ônibus articulados. As demais linhas devem utilizar os pontos de parada do lado direito da via.

Ônibus que fazem embarque e desembarque nos pontos de parada da direita somente poderão trafegar na faixa da direita e os que fazem nas plataformas apenas na faixa da esquerda, informa o órgão, fato que não vem acontecendo, pois os coletivos, em alguns momentos, ocupam as três faixas da via ao mesmo tempo.

Há, inclusive, proibição para manobras de ultrapassagem ou de mudança de faixa, que seriam permitidas aos ônibus somente em casos de necessidade, onde a faixa em que estão autorizados a trafegar esteja obstruída, em situações como panes mecânicas de outros veículos e acidentes, por exemplo.

Moradores

O cenário de engarrafamento e o problema das faixas exclusivas dos ônibus é um problema também para quem mora na avenida Constantino Nery e, como a aposentada Edilza Porto Torres, 69, tem que buscar o irmão, que é idoso, cadeirante e cego, para levar à Fundação de Hematologia e Hemoterapia (FHemoam), onde faz hemodiálise três vezes por semana. “Corro o risco de ser multada, mas tenho que parar na calçada para facilitar a entrada dele no carro”, disse ela, cujo irmão mora nas proximidades do Olímpico Clube.

Edilza corre risco também de ser atingida pelos veículos que trafegam na via em alta velocidade, mas não tem alternativa. “Nascemos nessa casa e não temos como mudar”, disse ela, criticando as mudanças no trânsito sem as devidas adequações na pista. “Para ter um sistema desses, a rua tinha que ser alargada, não podem botar mais veículos do que ela suporta”, afirmou.