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Criminalidade no Centro de Manaus diminui após retirada de camelôs, segundo PM

População ainda está dividida quanto ao assunto, mas polícia garante que a segurança no Centro de Manaus aumentou após a retirada de boa parte dos vendedores

Número de bancas dificultava a circulação da polícia e facilitava a ação dos assaltantes, que agora são mais visados

Número de bancas dificultava a circulação da polícia e facilitava a ação dos assaltantes, que agora são mais visados (J. Renato Queiroz)

Passado mais de um mês da retirada dos camelôs da avenida Eduardo Ribeiro, no Centro de Manaus, a sensação de segurança ainda divide opiniões de pedestres e comerciantes. Enquanto que para alguns houve uma grande diminuição no número de roubos e furtos, após o remanejamento dos quase 600 ambulantes das avenidas Eduardo Ribeiro, 7 de Setembro e da Praça da Matriz para as galerias provisórias nas ruas Floriano Peixoto, Miranda Leão e Epaminondas, para outros, pouco melhorou.

De acordo com informações do subcomandante da 24ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom), unidade responsável pela área central, tenente Anderson Saif, quando os camelôs ainda estavam instalados nessas avenidas e na Praça da Matriz o índice de criminalidade era bem maior devido a grande aglomeração de ambulantes e pedestres, o que dificultava a circulação da polícia e facilitava a ação dos assaltantes.

Os crimes mais praticados e registrados na 24ª Cicom eram pequenos roubos e furtos de carteiras e bolsas de pedestres e comerciantes. “No final do ano passado tivemos muitas ocorrências de furtos e roubos de celulares e bolsas, principalmente na avenida Eduardo Ribeiro e rua Henrique Martins, vias ocupadas por uma grande quantidade de camelôs. Hoje posso dizer que a mobilidade melhorou bastante. Qualquer ocorrência que recebemos, conseguimos chegar mais rápido, visualizar melhor e identificar o local com mais precisão”, explicou o subcomandante.

De acordo com o vendedor Ronaldo dos Santos Costa, 28, que trabalha numa loja de departamentos localizada na avenida Eduardo Ribeiro, antes da desocupação das calçadas era comum presenciar furtos em via pública e até mesmo no interior das lojas sem que nenhuma solução fosse tomada. “Muitas pessoas nem registravam boletim de ocorrência porque acreditavam que o caso não seria solucionado. Os bandidos se escondiam entre as bancas dos camelôs e se passavam por vendedores”, contou Santos.

Outros casos corriqueiros na área central, de acordo com a polícia, eram os crimes de estelionato, como os jogos de azar. Um dos mais conhecidos é o “golpe da pretinha”, usado para enganar e tirar dinheiro das vítimas por meio de truques de cartas, pedras no copo, dentre outros.

Outro golpe bem comum na área é o “golpe da baluda”, por meio do qual o golpista atraí as vítimas utilizando um bloco de papel com uma cédula falsa por fora e outras em branco no recheio do bolo.

Ação constante

Segundo o tenente Saif, a mudança dos camelôs para outras áreas, ampliou a ação da polícia e reduziu o quantitativo de ocorrências nas avenidas Eduardo Ribeiro, 7 de Setembro, rua Henrique Martins e Praça da Matriz, entretanto, em outras áreas ainda ocupadas por ambulantes, como a Manaus Moderna e demais vias, as casos de roubos e assaltos continuam deixando a polícia em alerta.

Outro crime com alta incidência no Centro e que preocupa a polícia, tornando-se alvo de ações constantes, é o tráfico de drogas, onde é comum encontrar usuários consumindo entorpecentes em casas abandonadas, terrenos baldios e até na zona portuária de Manaus. Muitos deles acabam cometendo furtos e pequenos roubos para sustentar o vício.

Em 2013, 24 pessoas foram mortas na área central da cidade. A maioria dos crimes era ligada ao tráfico de drogas.

Voz das ruas

Você acha que o Centro está melhor agora?

Jamilson Barbosa, 22, vendedor

“Podemos dizer que mudou. Agora tem uma área livre, mas a segurança não está reforçada”

Sandra Maria Braga, 60, Funcionária Pública

“Eu acho que ficou 100% melhor. Melhor na segurança, melhor no movimento. Melhorou as vendas. Era muito barulho.”

Angelina Coelho, 16, estudante

“Antes era muita movimentação, as pessoas roubavam e ninguém percebia. Agora ficou bem melhor.”

Mauricio Moraes, 24, taxista

“Estou vendo vários guardas metropolitanos. Achei que ficou bom. A cidade ficou mais bonita e dá pra andar nas calçadas.”