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Enquanto aguardam ação do Prosamim, moradores vivem em situação de risco em Manaus

Famílias do beco Vitória, localizado no bairro da Glória, Zona Oeste, temem que a cheia chegue antes que o Programa Social. Cerca de 50 casas estão sendo afetadas

A Defesa Civil de Manaus começou a instalar pontes de madeira para garantir o ‘ir e vir’ dos moradores, mas o serviço foi interrompido no último sábado

A Defesa Civil de Manaus começou a instalar pontes de madeira para garantir o ‘ir e vir’ dos moradores, mas o serviço foi interrompido no último sábado (Lucas Silva)

Os moradores que ainda estão vivendo em palafitas no beco Vitória, no bairro da Glória, na Zona Oeste, estão numa situação complicada por conta da enchente. Segundo eles, a Defesa Civil construiu algumas pontes, mas desde sábado disse que não construirá mais porque o número de moradias, que abrigam aproximadamente 50 famílias, é pequeno para continuar o serviço e eles devem procurar outro lugar para viver.

A área é afetada todos os anos pela cheia do rio Negro e do igarapé de São Raimundo. A maioria dos moradores deixou o local quando beneficiados pelo Programa Social e Ambiental dos Igarapés de Manaus (Prosamim), porém, alguns ainda permanecem no local.

De acordo com o vigilante, Emanuel Nascimento, 32, uma solução é retirar as famílias, que ainda restam o mais rápido possível, pois as águas estão subindo e entrando nas casas. “Se não dá para fazer mais pontes, então é melhor retirar as pessoas. Muitas têm crianças e ela têm que passar sobre as águas correndo perigo”, avalia.

O autônomo Anísio Menezes, 52, que nasceu no beco Vitória, colocou um prego para verificar qual a medida da subida das águas. Segundo ele, todos os dias, sobe em média de 5 a 6 cm. Menezes também explicou que está ajustando o tamanho das pontes. “Como o igarapé sobe muito rápido, temos que aumentar todos os dias pois ele traz lixo e bichos, mas daqui a pouco não terá nada a ser feito”, avalia.

Ainda de acordo com ele, que mora com outras três pessoas na casa, muitos estão cadastrados no Prosamim, mas não aparece ninguém para retirá-los do local. “Prometem toda semana que virão, mas não aparecem. Já estive lá, me disseram para aguardar e não sair senão perdemos o direito, mas não podemos esperar a água entrar”, reclama.

Com a subida das águas, o lixo e os animais como cobras e jacarés também ameaçam a segurança dos moradores do beco Vitória. A dona de casa Francinete Melo, 32, mãe de duas crianças, disse que está tendo que caminhar sobre o igarapé e lembrou que apareceram duas cobras no local.

Ontem, a assessoria do Prosamim informou que continua o reassentamento de famílias da Glória. A previsão é de que até o término do mês de maio um total de 421 famílias sejam reassentadas.

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