O secretário estadual de Produção Rural (Sepror), Eron Bezerra (PCdoB), não descartou, nesta sexta-feira (01), assumir o mandato de suplente de deputado federal, caso o vereador Plínio Valério (PSDB) ou os suplentes seguintes não ocupem a vaga deixada por Pauderney Avelino (DEM).
“Já cheguei a conversar com o governador (Omar Aziz, PSD) que, se não resolvessem isso, eu tinha que assumir, porque a bancada não poderia ficar tanto tempo reduzida. Mas tenho convicção que o Plínio vai assumir”, declarou o secretário.
No dia 4 de janeiro, Pauderney Avelino trocou o mandato de deputado federal pelo comando da Secretaria Municipal de Educação de Manaus (Semed). Suplente imediato, Eron Bezerra assumiu a vaga, mas se licenciou no dia 25 do mesmo mês para continuar na Sepror.
Desde então, Plínio Valério tenta encontrar um instrumento jurídico para assumir a vaga na Câmara de Deputados sem ter que renunciar ao mandato de vereador em Manaus.
Após a desistência de Eron Bezerra, Plínio Valério foi convocado para assumir o mandato de deputado. Se o vereador tucano não assumir, o terceiro suplente que seria convocado é o vereador reeleito Marcel Alexandre (PMDB). E o quarto é o prefeito eleito de Parintins, Carlos Alexandre (PSD).
Segundo Eron Bezerra, se Marcel ou Carlos protelarem para assumir a vaga tanto quanto Plínio Valério, ele irá para Brasília, para não deixar a bancada do Amazonas desfalcada por mais tempo.
“Hoje, o Estado só tem sete deputados. Temos temas importantes como o ICMS e royalties para debater em Brasília. E a bancada reduzida nesse momento chega a ser uma tragédia”, afirmou Eron Bezerra.
Viagem
Ciente da aprovação de emenda que favorece a liberação dele para ocupar o posto de deputado federal, Plínio Valério estuda ir a Brasília na próxima quinta-feira para cuidar dos procedimentos de posse. A informação foi dada pela assessoria de imprensa do parlamentar.
O primeiro anúncio da ida de Plínio a Brasília para assumir aconteceu no dia 28 quando o parlamentar informou que iria se licenciar da Câmara Municipal de Manaus (CMM) tomar posse no dia seguinte. O vereador, no entanto, esbarrou em uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) referente ao inciso 3º artigo 54 da Lei Orgânica do Município (Loman) que autorizava o vereador a se licenciar do cargo sem perder o mandato de vereador.