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Famílias convivem com o medo de novo deslizamento de terra no bairro Compensa, em Manaus

Cerca de 15 famílias da rua São Sebastião, na Compensa 3, Zona Oeste, têm medo que a estrutura das casas seja abalada, depois que algumas rachaduras apareceram nas construções e a metade da rua desmoronou

Os moradores da rua São Sebastião se preocupam principalmente com as crianças que brincam na beira do barranco.

Os moradores da rua São Sebastião se preocupam principalmente com as crianças que brincam na beira do barranco. (Luiz Vasconcelos)

Moradores da rua São Sebastião, na Compensa 3, Zona Oeste, vivem com medo de um barranco que ameaça desabar por conta do deslizamento da encosta e rachaduras no solo. São mais de 15 casas localizadas nessa área de vulnerabilidade.

Os moradores têm medo que a estrutura das casas seja abalada, depois que algumas rachaduras apareceram nas construções e a metade da rua desmoronou. “Aqui é perigoso para crianças, eles não tem noção, tudo é brincadeira. Um rapaz caiu semana passada quando um pedaço desmoronou e ele foi junto. Um idoso caiu aqui outro dia também. Com os temporais que acontecem nesse período a gente fica dentro de casa sem saber o que fazer, se o barranco vai cair e a gente vai poder sair vivo. Ninguém sabe, essa é a nossa maior preocupação”, disse a dona de casa Andréia Saraiva Braga, 33.

Os moradores contaram que estão evitando fazer a limpeza do terreno, com medo que o barranco desça ainda mais. “Paramos de capinar para evitar esse problema porque se tivesse capinado, o barranco já tinha derrubado o resto da rua. Como paramos de limpar, segurou a terra”, resumiu o autônomo Aldemias Aquino Nogueira, 64, que mora no local, com a esposa e cinco filhos, há 20 anos.

Moradores dizem que a rua virou barranco depois que caiu a primeira vez em março de 2013. Na época, a defesa Civil esteve no local e informou que seria feita um cadastramento das famílias. Elas receberiam R$ 300 para alugar uma casa fora da área de risco. “Quem consegue alugar um cômodo com esse dinheiro? Tenho quatro filhos. Ainda mandam irmos para casa de parentes, se não dá nem para eles, imagina para minha família”, afirmou a dona de casa Rosangela Santos Lima de Oli veira, 38.

A dona de casa Raimunda Silva Albuquerque, 39, disse que o barranco desabou a segunda vez em março de 2014, que o chão está rachando e a qualquer momento pode acontecer uma tragédia. “Não tenho para onde ir, com essa chuva não vai demorar para o resto da rua descer, temo pelos meus filhos”, disse.

Encarregado no estaleiro Sales Nave, Jamal Sales, 57, disse que, por exigência do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (IPAAM) e o Ministério Público, plantou 300 mudas de bambu no barranco que fica próximo ao estaleiro. “As mudas servem para que o solo fique firme, mas ficaram plantadas menos de um mês, os moradores pensaram que eu estava querendo me apropriar do local e arrancaram tudo”, disse Jamal.