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Famílias ignoram ação judicial e voltam a morar em flutuantes na beira-rio da Manaus Moderna

Retirados após uma determinação judicial, transitada na Vara do Meio ambiente, habitações estão de volta à paisagem do rio Negro sem nenhuma autorização

Flutuante, na saída do igarapé de Educandos, funciona como marina improvisada para barcos regionais e voadeiras

Flutuante, na saída do igarapé de Educandos, funciona como marina improvisada para barcos regionais e voadeiras (Luiz Vasconcelos)

Pelo menos cinco famílias que moram em flutuantes, na beira-rio da Manaus Moderna, e haviam sido retiradas em 2011 depois do cumprimento da determinação judicial, da Vara Especializada em Meio Ambiente e Questões Agrárias (Vemaqa), em resposta a uma ação civil pública movida, desde 2000, pelo Ministério Público do Estado do Amazonas retornaram para o local sem nenhuma autorização.

Segundo o carpinteiro naval, Djalma Gadelha da Silva, 65, que mora com a esposa, um neto e três filhos em flutuantes há 12 anos, depois que a justiça determinou a retirada ele precisou se mudar para outro ponto da cidade, porém achou melhor voltar para o local. “Morei durante bastante tempo em outro município, mas aqui, mesmo com dificuldade, consigo sustentar minha família”, disse Djalma Gadelha.

De acordo com o carpinteiro, todas as familias que estão morando nos flutuantes têm vontade de ter uma casa própria, mas o cadastro, feito durante a primeira retirada pela Secretaria de Habitação, não teve retorno. “A vida no flutuante não é fácil, pois todas as vezes que chove todos ficam com medo, além disso não podemos comprar nada para a casa porque o risco de estragar é grande. Se eu pudesse sairia para uma casa, mesmo que tivesse de pagar”, disse Djalma Gadelha.

De acordo com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas) a fiscalização dos flutuantes é atribuição é do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) que é responsável pela gestão ambiental dos recursos hídricos e detentor da competência do licenciamento para portos e flutuantes, porém segundo a assessoria de comunicação do Ipaam o órgão fiscaliza os estabelecimentos que realizam atividades com fins comerciais como flutuantes que funcionam como oficinas ou postos de gasolina.