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Famílias vivem em flutuantes sem medo de nova retirada movida por ação judicial

Em cinco flutuantes, fundados na Manaus Moderna, os moradores temem a chuva e uma nova decisão desfavorável da Vara Especializada em Meio Ambiente

Com a subida do rio Negro um problema que se agrava para as famílias que moram em flutuantes é o acúmulo de lixo

Com a subida do rio Negro um problema que se agrava para as famílias que moram em flutuantes é o acúmulo de lixo (Lucas Silva)

A subida do rio Negro, que nesta quinta-feira (10) alcançou a cota de 27,21 metros, não preocupa cinco famílias que moram em flutuantes, na beira-rio da Manaus Moderna. Elas haviam sido retiradas do local em 2011 depois do cumprimento de decisão da Vara Especializada em Meio Ambiente e Questões Agrárias (Vemaqa), em resposta a uma ação civil pública movida, desde 2000, pelo Ministério Público do Estado do Amazonas.

O vigia Edson Bernar de Souza, 29, morador há sete anos da beira do rio, diz que seu único medo no momento é da chuva. “O rio sobe todos os dias, devagar mais sobe, é normal, meu flutuante sobe junto, mas quando chove é complicado, posso perder todo o que tenho no meu flutuante” afirmou.

A dona de casa Michele Perdigão de Aguiar, 27, que mora com o marido três filhos, há 10 anos, em um flutuante que serve de marina para voadeiras e canoas, diz que o que mais a incomoda é o lixo e o mal cheiro. “Eu e meus filhos recolhemos o lixo que fica no rio próximo ao flutuante, recolhemos uns e logo depois aparecem outros”, conta. “A balsa que recolhe o lixo fica apenas na feira, não recolhe o lixo daqui, eles só pegam quando passam e olham que tem lixo recolhido nos sacos”, completou Michele.

O Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) informou que espera por uma nova posição da Justiça para saber se deve ou não proceder nova retirada dos flutuantes. O órgão informou também que fará uma consulta à Vara Especializada em Meio Ambiente e Questões Agrárias (Vemaqa) a respeito dos moradores que vivem neles.

Promessa

O carpinteiro naval Djalma Gadelha da Silva, 64, mora há 12 anos em um flutuante na Manaus Moderna e garantiu que nunca foi despejado do local, nem na grande operação de abril de 2010. Segundo ele, em 2011, funcionários da Secretaria Municipal de Habitação e Assuntos Fundiários o registraram no Sistema de Cadastro Habitacional lhe prometendo uma casa. Djalma espera a nova moradia desde então, sem nenhum sucesso. “Eu tenho o documento para provar. Foi no dia 20 de setembro. Eles ficaram de me avisar quando conseguissem a casa, mas nunca mais voltaram aqui”, conta.