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Feirantes cobram melhorias em barracas de frutas vendidas em Manaus

As barracas localizadas na saída do aeroporto da cidade, foram reformadas há dois anos mas não têm estrutura para operar na Copa

Alguns estandes estão abandonados; os que funcionam pagam taxa de R$100 pela manutenção; secretaria não respondeu até o fechamento desta edição

Alguns estandes estão abandonados; os que funcionam pagam taxa de R$100 pela manutenção; secretaria não respondeu até o fechamento desta edição (Lucas Silva)

Reformadas há pouco mais de dois anos, as barracas de frutas regionais, localizadas na avenida Torquato Tapajós, Zona Norte, próximo à saída da avenida Santos Dumont, comerciantes reclamam que o local não foi entregue de acordo com o que previa o projeto, o que acarreta em muito desperdício, prejuízos e condições precárias de trabalho que comprometem, inclusive, a questão sanitária dos produtos. 

A falta de água no único banheiro do local é uma das situações mais constrangedoras enfrentadas diariamente pelos comerciantes de frutas. 

Leonardo Oliveira, 31, conta que há 3 semanas falta água no banheiro. Já a água nas torneiras para lavar as frutas, nunca existiu. “O banheiro aí tem três semanas sem água, está imundo, não dá nem pra utilizar mais. Quando a gente quer lavar as frutas, a gente tem que pedir água do pessoal da fábrica aí da frente, ou a gente traz de casa. Mas nem sempre dá pra trazer”, explicou Oliveira. 

Outro problema enfrentado pelos feirantes diariamente é o calor. As barracas foram cobertas por telhas de alumínio que, segundo eles, esquenta e danifica as frutas. A situação piora quando chove. “A gente não consegue ficar dentro da barraca o tempo todo. A telha é de alumínio e esquenta muito, o espaço é pequeno e o calor fica concentrado todo aqui dentro. As frutas que ficam perto do telhado estragam rapidinho. Mas quando chove é ainda pior, molha tudo aqui dentro”, acrescentou Leonardo. 

O comerciante Osvaldo Sadala, 38 anos, conta que o projeto não saiu conforme o que foi mostrado pela prefeitura antes do início das obras, em 2012. “A banca é bem diferente do que foi mostrado pela Prefeitura. Elas eram maiores e distantes uma da outra; o telhado que eles mostraram não deixaria que molhasse aqui dentro”, disse. Além disso, segundo ele, alguns feirantes serraram uma porta em um dos lados da barraca para não ter que dar a volta para atender os clientes, já que a porta é do lado de trás. 

Manutenção

Os feirantes informaram à reportagem que uma taxa de R$100 é cobrada mensalmente pela Secretaria Municipal de Feiras, Mercados, Produção e Abastecimento (Sempab). Segundo eles, o valor seria ajudar na manutenção do local. 

Os comerciantes afirmam ainda que são ameaçados de que, caso o pagamento não seja efetuado, eles podem ser dispensados do local.