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Fiéis abandonam missas por falta de segurança ao redor da Catedral Metropolitana de Manaus

Falta de policiamento e tapumes de obras facilitam a ação de bandidos no entorno da igreja da Matriz, no Centro da cidade, e no terminal central de ônibus

Pároco da Matriz, Charles Cunha conta que drogados e ladrões aproveitam a falta de iluminação e os tapumes para assaltar os fiéis, que já se afastaram das missas

Pároco da Matriz, Charles Cunha conta que drogados e ladrões aproveitam a falta de iluminação e os tapumes para assaltar os fiéis, que já se afastaram das missas (Euzivaldo Queiroz)

Assaltos no entorno da Catedral Metropolitana de Manaus (Matriz), que afastam fiéis das missas; batedores de celular nas janelas dos ônibus coletivos; quadrilha da Xuxa, especializada em roubar roupas e calçados em lojas de departamento são realidades que têm trazido um clima de insegurança aos pedestres e trabalhadores diariamente.

A colocação de tapumes e faixas de isolamento no entorno da igreja, ocorrido em janeiro, tem contribuído para o aumento da insegurança, conforme relatos dos pedestres, uma vez que o posto policial que havia no local está desativado. Conforme o pároco da Catedral, Charles Cunha da Silva, houve uma diminuição de até 20% na frequência dos fiéis nas missas.

Dentre os fatores enumerados por ele para o aumento nas ocorrências de roubos e furtos estão a colocação dos tapumes ao redor da igreja e a iluminação insuficiente na praça. “As pessoas consomem drogas nessas áreas e em decorrência disso vem os furtos. Os tapumes colocados favoreceram um ambiente para as pessoas de má fé, que se escondem e pegam os fiéis de surpresa”, explicou. A Guarda Municipal, segundo o padre Charles, só está presente na avenida Eduardo Ribeiro.

Um Posto Policial (PPO) da 1ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom) foi desativada e o local é utilizado para os moradores de rua dormirem e também para o consumo de drogas. O forte odor de fezes, misturado ao lixo no banheiro do antigo PPO, afastam os pedestres que trafegam pela área.

ASSALTOS

Uma das áreas mais afetada por assaltos fica no terminal central, onde os próprios vendedores ambulantes temem denunciar por medo de represália. Dentre os fatos presenciados por eles estão os casos de roubo de celulares e cordões. Eles afirmam que os bandidos entram em grupos no coletivo na parada em frente ao colégio Dom Bosco, na avenida Epaminondas, e aproveitam o empurra-empurra nos coletivos para roubar, descendo na parada seguinte, que é o terminal da Matriz. Tanto os pedestres quanto os ambulantes frisam que não há policiamento ostensivo a pé, somente por meio das viaturas e motocicletas.

QUADRILHA DA XUXA

A vendedora Elizabeth Sena, 46, conta que presenciou alguns assaltos ocorridos na praça da Matriz e no terminal. A loja de departamento onde ela trabalha, na rua da Instalação, fica a poucos metros da Catedral e serve como rota de fuga para os assaltantes. “Eles roubam senhoras, homens, idosos; não estão nem aí para a pessoa. Eles são ousados”, declarou, acrescentando que há uma quadrilha de mulheres conhecida pelos lojistas como a “Turma da Xuxa”, que é acostuma a roubar roupas nos estabelecimentos. “Chegam acompanhadas de crianças. São loiras e pintam os cabelos com frequência para disfarçar, elas distraem os vendedores e as crianças, de 6 a 10 anos, escondem as roupas”, disse.

Outra vendedora disse que vários vendedores de água na rua também são assaltantes. Segundo ela, eles aproveitam que os passageiros dos coletivos estão distraídos ao celular próximo à janela para furtar-lhes o aparelho.