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Greve em ônibus de Manaus não está descartada, segundo diretor social do STTRM

Patrões e empregados estão no cabo de guerra sobre dissídio descumprido. A greve poderá ser realizada semana que vem caso nada seja negociado

Com o anúncio de paralisação de 70% da frota de ônibus da cidade, usuários podem se preparar para longas esperas

Enquanto patrões e empregados travam disputa por cumprimento de acordo, os usuários sofrem nos terminais (Marcio Silva)

Por enquanto está descartada greve dos rodoviários do transporte coletivo de Manaus. Pelo menos no início desta semana. A garantia é do diretor social do Sindicato dos Trabalhadores do Transporte Rodoviário em Manaus (STTRM), Paulo Emerson Muniz.

Nesta segunda-feira (20), representantes da categoria devem se reunir para discutir sobre as reivindicações. “Ainda não temos hora marcada, mas devemos nos reunir amanhã (hoje) para discutir mais. Por enquanto, e já é pela terceira vez que em acordo com o Ministério Público, decidimos não paralisar”, disse Paulo Muniz. A possibilidade de greve foi anunciada semana passada pelo presidente do STTRM, Givanci Oliveira.

Na sexta-feira, em reunião no Ministério Público do Trabalho do Amazonas (MPT 11.ª Região), os sindicalistas não conseguiram fechar um acordo com o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Amazonas (Sinetram) para resolver conflitos sobre a Conveção Coletiva de Trabalho 2012/2013 na Justiça do Trabalho (dissídio coletivo).

“Por esse motivo o sindicato dos rodoviários vai dar entrada no procedimento de greve. E a partir da semana que vem, se não chegarmos a um consenso junto ao Sinetram, vamos paralisar 70% do transporte (coletivo)”, declarou o Givanci Oliveira.

O advogado do Sinetram, Ney Bastos, afirma que não há necessidade de “comum acordo” – anuência entre as partes para a discussão em juízo – e que a tentativa de greve tem motivação política. “O Sinetram não pode ceder sobre direitos que possui, válidos, reconhecidos judicialmente em função de ameaça de greve”, disse.

PREFEITURA

O prefeito de Manaus, Artur Neto (PSDB), participou da reunião com os rodoviários e representantes das empresas. Ele acredita que a greve pode ser evitada. “A maioria da população não deve pagar por detalhes que separam patrões e empregados. Esses detalhes devem ser discutidos (...), mas a greve deve ser o último dos recursos e me parece que não seja o caso. Mas, eu estou esperançoso que até o dia 23 se chegue a uma boa conclusão”, disse o prefeito.