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Implantação de faixas sucessivas e ausência de placas tumultuam o trânsito de Manaus

Faixas com menos de 50 metros de distância, pedestres que atravessam fora delas e falta de sinalização são as principais reclamações dos motoristas

Na avenida Álvaro Maia, motoristas reclamam do número excessivo de faixas de pedestres que, segundo eles, congestionam o trânsito nos horários de ‘pico’

Na avenida Álvaro Maia, motoristas reclamam do número excessivo de faixas de pedestres que, segundo eles, congestionam o trânsito nos horários de ‘pico’ (Luiz Vasconcelos)

Novas faixas de pedestres que surgem diariamente nas principais avenidas de Manaus estão tirando a paciência de motoristas que precisam trafegar todos os dias pelos trechos. Faixas com menos de 50 metros de distância, pedestres que atravessam fora da área reservada para eles e falta de sinalização são os principais motivos para o estresse dos motoristas.

Para o taxista Raimundo Rocha, 45, as faixas colocadas na avenida Álvaro Maia, bairro Praça 14, Zona Sul, foram planejadas de forma errada. “O que seria ideal é que essas faixas existissem apenas seguidas de sinal. Se lá em cima já tem dois sinais com duas faixas seguidas, pra quê mais duas aqui embaixo?” indagou.

Rocha afirmou ainda que aquela rua é considerada uma das que mais engarrafam, principalmente em horário de “pico”, de 7h às 10h, e de 18h às 20h. “O Boulevard engarrafa demais, porque toda hora é passando pedestre. Se a gente tiver que parar em cada faixa, vai ficar difícil sair daqui. Se a gente não para, é arriscado bater no pedestre, se para, é bem provável que o motorista de trás bata no teu carro. Outro dia eu fui multado porque, para não deixar o motorista de trás bater no meu carro, eu tive que avançar na faixa do pedestre, tinha um guardinha no local, e ele me multou” relatou o taxista.

Imprudência

Se já fica difícil para os motoristas ter que parar todas as vezes que um pedestre estende a mão em uma faixa, principalmente quando essas faixas são muito próximas umas das outras, imagine ter que parar também para os pedestres que insistem em transitar entre as faixas, alguns, a menos de dois metros do local indicado.

Em alguns minutos, várias imprudências desse tipo foram flagradas pela reportagem. Idosas que saíam do Hospital Universitário Gertúlio Vargas, algumas com crianças, se arriscam a fazer a travessia pelo meio dos carros,em vez de caminhar cerca de dois metros até a faixa de pedestres.

O motorista Paulo Sérgio Candeira, 40, aprova as faixas, mas critica o fato de, ainda assim, pedestres insistirem em atravessar de forma irresponsável. “Eu sempre sinalizo o carro para parar, porque acho que isso é ser cidadão, então eu contribuo. Mas me irrito quando vejo gente atravessar fora da faixa. Acho que o pedestre também devia ter consciência. Vemos várias campanhas voltadas ao motorista, mas não vemos incentivo nessas campanhas para a educação do pedestre, acho que está faltando isso”.

Placas não alertam para travessias

A sinalização que informa ao motorista, antecipadamente, onde há faixas de pedestres, também deixa a desejar, na opinião dos entrevistados. Na avenida Constantino Nery, por exemplo, os clientes que saem do Shopping Millenium Center precisam ter atenção redobrada, uma vez que devem olhar os carros que já estão na pista e os pedestres, que atravessam com frequência na faixa que foi implantada bem na saída do shoppinng.

No local não há sinalização e A CRÍTICA flagrou vários veículos que saíram do estacionamento do shopping freando, bruscamente, “em cima” das pessoas que estavam atravessando a rua. A empresária Marília Miranda Correia, 42, reclama que a falta de sinalização é o que leva o motorista a cometer o erro. “Eu passo por aqui todos os dias, nas primeiras vezes quase atropelei pedestres. Agora eu já conheço, mas quem vem aqui pela primeira vez, não vê sinalização de nada e, quando sai, precisa frear bruscamente em cima dos pedestres” disse.

Equipamento na parada confunde

Em muitas ruas de Manaus, as faixas de pedestres foram pintadas em frente aos pontos de ônibus, confundindo motoristas e colocando os passageiros dos coletivos em risco.

É que, sem saber se os ônibus estão parados para o embarcar ou desembarcar pessoas, muitos motoristas de veículos menores param, achando que algum pedestre deve atravessar, e só seguem viagem quando o transporte público sai do lugar.

Mas, muitas vezes, os motoristas não param na faixa por imaginarem que o motorista do ônibus parou apenas para o desembarque e são surpreendidos por passageiros que aproveitam a parada para atravessar na faixa. “Eu acho que essa é uma situação que deve ser explicada pra todos nós, tanto motorista quanto pedestres. Seria melhor que os pedestres atravessassem quando o ônibus não estivesse mais no local, assim nós poderíamos ver se o pedestre pede passagem ou não”, desabafou o motorista Luiz Gonzaga, 54.