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Ingleses reatam ‘amizade’ com amazonenses durante a Copa do Mundo de 2014, em Manaus

Com exposição, torcida e fantasias, os ingleses renderam-se aos encantos de Manaus e conquistaram os corações, mesmo perdendo da Itália na Arena da Amazônia

Torcedores ingleses se misturam com os manauenses nas imediações da Arena da Amazônia

Torcedores ingleses se misturam com os manauenses nas imediações da Arena da Amazônia (Euzivaldo Queiroz)

Ignorando todas as matérias sensacionalistas que alertaram sobre animais selvagens e o calor sobrenatural da floresta amazônica, os ingleses invadiram Manaus na última semana. Eles estavam pendurando bandeiras no Centro, nos shoppings, dançando funk nos barcos da Manaus Moderna, andando de mototáxi, acabando as bebidas dos bares da capital e até lançando uma exposição com fotos históricas mostrando a antiga relação da cidade “baré” com o povo inglês.

E mesmo perdendo da Itália por 2 a 1, a torcida vermelha e branca - que era maioria nas arquibancadas – surpreendeu ao abraçar o temido calor e fazer folia no “meio da selva”.

No meio da semana passada, era possível ver “gente diferente” andando pelas ruas. Mas foi no sábado, dia do jogo, que eles começaram a chamar mais atenção, deixando suas marcas pela cidade. Um pouco antes do almoço, por exemplo, após fazer um passeio de barco pelo rio Negro, o embaixador do Reino Unido, Alex Ellis, inaugurou a exposição “Britânicos em Manaus”, no Café Teatro, localizado na avenida Sete de Setembro, Centro. A exposição reúne um acervo de imagens históricas e contemporâneas sobre a presença de britânicos na região desde o século XIX.

Com um sorriso de orelha a orelha, ele registrava todo o movimento do coquetel de lançamento com fotos em seu Twitter pessoal @AlexWEllis, . “Eu posto sempre no Twitter, não posso evitar, eu adoro!”, confessou sorridente. “A recepção que temos aqui é sobrenatural. É um povo acolhedor, aberto. A torcida tem relatado que adora estar em Manaus, eles dizem: isto é diferente, isto é Brasil! Fizemos esta exposição para mostrar um pouco dos laços comerciais históricos entre o Amazonas e o Reino Unido e para aproximar mais as duas culturas, mostrar que queremos ser amigos”, afirmou aos jornalistas.

O evento contou com a presença de vários ingleses, que não se continham em rasgar elogios para a cidade. Sir Tim Rice, compositor de musicais famosas, como O Rei Leão e Jesus Christ Superstar, disse que se surpreendeu e adorou a cidade. “É um lugar maravilhoso! Pessoas adoráveis e acolhedoras, prédios muito bonitos e um rio incrível. Não é nada do que estavam dizendo por aí. O clima é quente, realmente, mas fica pequeno diante da simpatia e hospitalidade das pessoas”.

Aproveitando

Mais tarde, um grupo de ingleses “tomou” o Teatro Amazonas, pendurando bandeiras e tirando muitas fotos. Louis Spiteri, de 23 anos, estava no grupo, com o celular em uma mão, um litrão de cerveja em outra. “O que esta cidade tem de quente tem de sensacional! Nunca conheci pessoas tão amigáveis. Simplesmente estou adorando tudo! E quem reclamou do calor esqueceu de mencionar que ele fica pequeno depois de uma cerveja gelada e de tantos sorrisos”, relatou entre um gole e outro.

Enquanto isso, nas redes sociais, explodiam imagens e vídeos de torcedores ingleses aproveitando todas as peculiaridades caboclas. Fotos compartilhadas no Facebook mostraram que o mototáxi, muito diferente dos ônibus de dois andares e do metrô de Londres, acabou virando atração turística para os ingleses, que andavam sorridente na garupa da motocicleta. Um vídeo com torcedores dançando funk em um barco na Manaus Moderna também conseguiu bastante “curtidas”, bem como os vários registros de ingleses fantasiados de templários andando pelo Centro.

Festa mesmo com derrota

Nem mesmo a derrota na Arena da Amazônia foi motivo para acabar a folia inglesa. O Largo São Sebastião e a praça do Eldorado ficaram cheias após o jogo. Com camisas e bandeiras da Inglaterra, os “gringos” continuaram a beber até as primeiras horas da manhã de domingo. Com eles, vários manauaras comemoravam o fim do incidente diplomático iniciado pelo treinador Roy Hodgson, com a declaração de que Manaus era a sede a ser evitada. E para quem ainda acha que algum inglês levou alguma impressão ruim da cidade, o londrino Martin Smith, de 32 anos, afirma: “no way!”, ou seja, de jeito nenhum!

“Após a afirmação do Hodgson, Manaus virou alvo de vários comentários negativos. Mas nós somos torcedores e isso não nos assustou. O que é uma coisa muito boa, porque se tivéssemos acreditado, não teríamos conhecido esta cidade incrível! O povo mais hospitaleiro e amigável que já conheci! Ironicamente, quem deixou a desejar no final foi a seleção, e a única lembrança negativa que vamos levar é derrota da Inglaterra”, brincou o inglês, enquanto tentava comprar mais uma cerveja no Bar do Armando.