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Insatisfação nas galerias faz com que alguns camelôs ameacem a voltar às ruas

Vendas em baixa e a possibilidade de obras das galerias definitivas atrasarem são os principais motivos das ‘ameaças’ de alguns vendedores

Em meio a corredores vazios, camelôs dizem estar preocupados com as poucas vendas e falta de clientes, que não procuraram o local nem no final de semana

Sem movimento, muitos camelôs deixam as bancas fechadas uma parte do dia (Márcio Silva)

Depois de dois meses instalados em galerias provisórias no Centro, camelôs ameaçam voltar às ruas caso os camelódromos não sejam entregues na data combinada.

Insatisfeitos com o movimento fraco e a queda nas vendas dos produtos, os que foram instalados nas galerias da Floriano Peixoto e Epaminondas, no Centro, se dizem arrependidos por terem aceitado a proposta da prefeitura.

O vendedor Paulo Araújo, 37, trabalhava na praça da Matriz e calcula a queda nas vendas em mais de 90% . “Antes eu tirava R$ 3 mil por semana, hoje se eu vender R$ 20 por dia é muito”, contou. “Ee digo uma coisa, eles deram o prazo de três meses para mudarmos para os camelódromos, depois dessa data, se não tiver pronto o local, nós vamos voltar às calçadas e praças de onde nos tiraram”, ameaçou.

Manoel Monteiro, 37, que mora no bairro Cidade de Deus, Zona Leste, trabalhava na avenida Eduardo Ribeiro anteriormente e tinha um lucro bem maior que hoje. Ele diz que tem muitas pessoas nas galerias pagando para trabalhar. “Se for para comer e pagar o ônibus daqui não dá, eu e a maioria que está trabalhando nessa galeria, gasta bem além do que vende, e às vezes nem vende, estamos pagando para estar aqui ”, reclamou.

Não é somente a falta de movimento nas vendas, a reclamação dos vendedores é também sobre o espaço. Maria Maciolina de Andrade Nogueira, 73, do bairro do Mauzinho, Zona Leste, diz que as bancas estão uma em cima da outra e só podem usar a parte da frente da banca. “As partes laterais estão encostadas umas nas outras, é complicado”, desabafou. Maria diz preferir voltar às calçadas, pois a ajuda da prefeitura não é o suficiente. “O vendedor quer vender, e não viver de esmolas. Essa bolsa auxilio de R$ 1mil não ajuda muito e se o prefeito me desse R$ 2 mil por mês para ficar aqui, eu ainda preferiria voltar para a rua, onde tem espaço e posso expor minha mercadoria sem problemas ” afirmou.

O vendedor de lanche Raimundo José, 45, do bairro Nova Vitória, Zona Leste, disse que o otimismo acabou. Ele acreditava que tudo ia melhorar e que seria apenas uma fase de adaptação dos consumidores. “Achava que, porque estava no início o movimento era pequeno, mas me enganei”, disse. O vendedor não nega a dificuldade de manter o lucro auferido antes com a venda de 100 merendas por dia, e hoje vende apenas 5. “Nem com a prefeitura trazendo atrações circenses funcionou, eles cantavam lá fora e as pessoas nem entravam aqui, o mesmo é com essas carretas com atendimento de saúde, as pessoas não entram, apenas passam para ir ao banheiro e nada mais” comentou.

Prazos serão cumpridos, diz secretaria

A Secretaria Municipal do Centro (Semc) informou que o prazo de entrega das galerias definitivas continua os mesmos anunciados pelo prefeito Arthur Neto (PSDB), no dia 12 de fevereiro, em reunião com mais de mil camelôs no auditório da Prefeitura de Manaus. Entre três e quatro meses, a partir daquela data, eles ficarão prontos.

Ainda segundo a Semc as obras foram iniciadas pela administração direta e na primeira quinzena de junho as Galerias Espírito Santo (Joaquim Sarmento) e dos Remédios (Miranda Leão), serão entregues. O shopping do T4, na Zona Leste, tem prazo de entrega um pouco maior, entre cinco e seis meses.

A Secretaria ainda informou que a distribuição dos camelôs nesses três locais já foi feita através de sorteio, realizado em 15 de fevereiro, um dia depois de eles assinarem o Termo de Adesão ao projeto.