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Insegurança preocupa moradores e comerciantes do bairro Cidade de Deus, em Manaus

Constantes assaltos à luz do dia, no bairro que surgiu de uma invasão, há 22 anos, têm deixado moradores, comerciantes e motoristas aterrorizados 

Na rua Nossa Senhora de Fátima, o centro comercial do bairro Cidade Deus, comerciantes reclamam da falta de policiamento e relatam que os assaltos chegam a ocorrer mais de uma vez por dia

Na rua Nossa Senhora de Fátima, o centro comercial do bairro Cidade Deus, comerciantes reclamam da falta de policiamento e relatam que os assaltos chegam a ocorrer mais de uma vez por dia (Winnetou Almeida)

Há 22 anos, o bairro Cidade de Deus, localizado na Zona Norte da capital, surgiu como mais uma invasão de terras ocupadas por migrantes vindos do interior do Amazonas e de outros Estados. Na época, segundo relatos de moradores, nada foi feito para impedir que as famílias invadissem o local.

Distante do Centro de Manaus, o bairro fica próximo da Cidade Nova, na Zona Norte, e Jorge Teixeira, na Zona Leste da capital amazonense. Só em 2010 é que a região passou a categoria de bairro. Mas até os dias atuais, o Cidade de Deus ainda se ressente da precariedade de infraestrutura em inúmeras ruas.

A falta de segurança há anos tem deixado os moradores do local preocupados. Por falta de policiamento, proliferam assaltos. Há relatos de moradores de que alguns comércios são atacados pelos bandidos mais de uma vez por dia.

Devido as constantes roubos, Socorro Maia, 42, comerciante, pensa em mudar de bairro. Ela contou que vive aterrorizada com a insegurança. “Minha padaria foi assalta ontem duas vezes. Uma pela manhã e outra vez no início da noite. Não temos sossego. É bandido a todo momento”, desabafou Socorro Maia.

Outro problema que aflige os moradores do Cidade de Deus é a falta de asfalto em algumas ruas e avenidas. “Em período de chuva, a cada dia que passa a situação dessa parte da avenida Nossa Senhora da Conceição piora e ninguém toma providência. Quando as chuvas param surge outro problema, que é a poeira desse barro todo que é levado pelo vento para dentro dos imóveis”, relatou o morador Roberval Nogueira, 42.

Para os motoristas o trecho da avenida oferece perigo. “Se não tiver cuidado é arriscado o veículo derrapar e causar algum acidente. Pode atingir o muro de algum imóvel ou mesmo atropelar alguém que estiver passando no momento”, reclamou o professor Humberto Silva, 39.

Na rua São Benedito, o comerciante João Batista Delfim, 42, há pelo menos sete anos convive com um buraco que se abriu perto do seu estabelecimento. Segundo ele, desde a gestão passada ele tem levado a situação ao Distrito de Obras do bairro e até hoje nenhuma providência foi tomada.

Trilhas na floresta e exposições

Uma das áreas privilegiadas do Cidade de Deus é a reserva ambiental Adopho Ducke que reúne espécies da fauna e flora amazônica, realiza exposições é dotada de trilhas para visitação. O jardim botânico funciona de terça-feira a domingo. O espaço abriga o Museu da Amazônia (Musa) – com extensão de 1km².

A área de floresta contém um fragmento da biodiversidade amazônica. O museu, além da enfase à preservação ambiental, conta a história de povos indígenas. O local é fonte de pesquisa para acadêmico e de entretenimento os amantes da natureza. É uma ótima opção, principalmente, numa cidade que carece de áreas verdes. São 3 km de trilhas.

Uma das responsáveis por coordenar os monitores que atuam na reserva atendendo os visitantes é Pollyana Marcião. Segundo ela, os turistas precisam atender a algumas orientações.

“Todos os visitantes ao chegarem aqui recebem informações sobre a reserva, o Musa e jardim botânico e onde ele está localizado. Depois dessas primeiras informações vamos às exposições: ‘Peixe e Gente’, que mostra como são feitas as armadilhas manualmente pelos indígenas e a ‘Sapos, Peixes e Musgos’, que mostra a transição da vida da água para a terra", disse Pollyana.