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Invasores ignoram poder público e mantêm destruição de área verde em Manaus

Moradores denunciam queimadas que estão sendo realizadas constantemente em ocupação ilegal de área verde, localizada entre os conjuntos Francisca Mendes e Canaranas, na Zona Norte da capital

Moradores dos conjuntos Francisca Mendes e Canaranas denunciam que a invasão da área verde ocorre há cinco anos e ordem do poder público é descumprida

Moradores dos conjuntos Francisca Mendes e Canaranas denunciam que a invasão da área verde ocorre há cinco anos e ordem do poder público é descumprida (Luiz Vasconcelos)

Os moradores dos conjuntos Francisca Mendes e Canaranas, na Zona Norte, denunciam que entre os dois conjuntos, em uma área verde, algumas pessoas estão fazendo queimadas e instalando uma invasão no local. Eles querem providências, pois a área invadida cresce cada vez mais.

A ampliação da invasão está preocupando os moradores da área, que lamentam não só a perda de vegetação, mas também a morte ou o afastamento de animais como preguiça e macacos. “Isso é um crime que denunciamos às autoridades públicas do meio ambiente, mas nada está sendo feito”, afirmou um morador do Canaranas, um comerciante que da casa dele vê a construção de moradias em alvenaria. Além de serem de alvenaria, muitas casas têm antenas de TV a cabo. “Se fossem pobres necessitados, não teriam dinheiro para construção de casas de dois andares”, afirmou.

Segundo moradores, a ocupação começou com famílias de indígenas, que permanecem no local sem ser importunados. Para os moradores do conjunto, no entanto, quem perde é a cidade. “Cada vez mais perdemos os espaços verdes e aqui, como é um conjunto de moradias populares, ninguém parece se incomodar com a destruição do verde e com a morte dos animais”, disse o morador Roberto Gomes, 36.

Os invasores apenas disseram que os lotes foram comprados de uma mulher. “Não sei o nome dela, somente que já estou arrependida, porque minha casa esta na beira do igarapé e quando enche, alaga toda”, disse uma das invasoras, que não quis se identificar.

Representantes de órgãos da Defesa Civil, Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos e Instituto Municipal de Ordem Social e Planejamento Urbano (Implurb) foram ao local e desde 2007 vêm sendo feitas ações de desocupação, onde existem Áreas de Preservação Permanente (APPs) e Verde. Em 2008 e 2009 também foram realizadas retiradas. Em 2010, essas intervenção não mais ocorreram, o que levou ao avanço da ocupação.

A área invadida é de aproximadamente cinco hectares, situada num quadrilátero formado pelas comunidades Francisca Mendes, Fazendinha, Alfredo Nascimento e Conjunto Canaranas. O local é um fundo de vale, onde aproximadamente 500 construções, entre armações de madeira, barracos e casas de alvenaria, foram identificadas pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas), que acionou o Gabinete de Gestão Integrada Muncipal para cuidar da desocupação da área.