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Eleições 2014: Mobilidade urbana entra na pauta de candidatos ao Governo do Amazonas

Desde 2012 tema vem ganhando espaço nas propostas dos candidatos que se enfrentarão nas eleições de 2014, mas ações práticas ainda estão longe de enfrentar os problemas diários do trânsito caótico de Manaus

Obra de reparo na Mario Ipiranga Filho teria sido a principal causa do congestionamento

Com uma frota de 630 mil veículos e ruas já saturadas, a capital amazonense vive um caos no trânsito (Antonio Lima)

O desafio da mobilidade urbana em Manaus pode ser um dos temas que dominarão a pauta dos candidatos que brigam em 2014 pelo posto de governador do Amazonas. Por concentrar 55% dos eleitores do Estado, a capital amazonense sempre ocupou espaço generoso na lista de compromissos assumidos pelos candidatos nas eleições estaduais.

Por muitos anos os projetos que prometem acabar com o desabastecimento de água na cidade vêm tomando conta das propostas dos candidatos nas eleições. Tanto nas municipais quanto nas estaduais.

Mas nos últimos anos, os problemas que a cidade vem enfrentando por conta do excesso de veículos nas ruas, do transporte coletivo precário e da falta ou execução lenta de obras de infraestrutura forçam não só os governantes, mas toda a sociedade a atentar também para o tema da mobilidade urbana.

A partir de 2015, a falta de um plano para esse setor poderá piorar ainda mais a vida dos habitantes de Manaus. Segundo a Lei Federal 12.587, de 2012, que instituiu as diretrizes da Política Nacional de Mobilidade Urbana, as cidades que não elaborarem seus planos ficarão impedidas de receber recursos da União para tocar projetos nessa área.

Doutor em Engenharia de Transportes e Professor da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Geraldo Alves lembra que após debates realizados na Câmara Municipal de Manaus (CMM), em 2011, o assunto conquistou um espaço considerável nas propostas de campanha dos candidatos a prefeito em 2012. O que o especialista lamenta é que nada do que foi prometido foi executado.

“Muito embora tenha sido o foco do debate, na prática, quem ganhou fez pouco. Tem um ano e meio de governo, e o que a gente pode ver que melhorou? Absolutamente nada. Estamos só assistindo aumentar o número de carros nas ruas, o transporte coletivo ruim e a pressão para aumentar a tarifa. Efetivamente, não temos quase nada. E lamentavelmente, Manaus perdeu a agenda da Copa”, comentou Geraldo Alves.

O Presidente da Comissão de Legislação Participativa da CMM, vereador Professor Bibiano (PT), disse que o candidato que incluir o tema da mobilidade urbana em suas propostas conquistará a atenção do eleitorado de Manaus. “Entendo que a pauta da mobilidade urbana vai ganhar atenção dos eleitores. Porque é uma questão que vai para além do transporte coletivo. Ela mexe com diversas áreas que refletem no dia a dia do povo”, disse o vereador.

A Comissão de Legislação Participativa, em parceria com a Ufam, Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAUAM), Instituto Amazônico de Cidadania, Organização Pedala Manaus, Instituto Educar para a Cidadania, Associação dos Deficientes Físicos (Adefa) e Rede de Educação Cidadã tem promovido debates sobre o assunto.

Saiba mais

O Presidente da Comissão de Legislação Participativa da CMM, vereador Professor Bibiano (PT), disse que as quadro audiências públicas promovidas pela comissão motivaram a prolongar o debate sobre o Plano de Mobilidade Urbana de Manaus. “Nós pretendíamos encerrar com essas quatro audiências. Mas, pelo entusiasmo dos que participaram, vamos agora caminhar a realização de um seminário que vai acontecer no final do mês de julho”, disse o vereador. Todas as propostas apresentadas nas audiências públicas, segundo Bibiano, serão apresentadas pela comissão, em forma de projeto de emenda, ao plano que a Prefeitura de Manaus vai enviar à Câmara. “O Governo Federal empenhou R$ 136 bilhões para projetos em cidades que tinham plano de mobilidade e Manaus perdeu. A gente lamenta, porque nossa cidade precisa”, comentou o vereador.

Algumas propostas feitas nas audiências

1º Repensar as paradas de ônibus BRS de acordo com a realidade de Manaus e não copiados modelos de outras cidades brasileiras e muito menos, europeia;

2º Adotar projetos com o objetivo de privilegiar o deslocamento das pessoas;

3º Determinar horários para o tráfego de veículos de grande porte também nas ruas das áreas periféricas;

4º Implantação de motovias na cidade;

5º Implantar ação de sensibilização de motoristas para que respeitem pedestres e ciclistas;

6º Adotar sistema de modal integrado com priorização de pedestres e o estabelecimento dos modais hidroviário e cicloviário.