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Monumento na rotatória do Mindu continua dividindo opiniões e críticas em Manaus

População se sente constrangida e indignada com o formato do monumento, inaugurado em setembro de 2012, na gestão do ex-prefeito Amazonino Mendes

Projeto inicial da rotatória do Mindu previa calçamento, luminárias e, no centro, um monumento imitando a metade de um globo com uma árvore no meio

Para alguns pedestres e motoristas, obra não tem serventia na rotatória (Euzivaldo Queiroz/AC)

O monumento localizado na rotatória do Mindu, Parque 10, Zona Centro-Sul, ainda causa um misto de indignação e frustração aos moradores da área, mesmo após sua inauguração, em setembro de 2012, na gestão do ex-prefeito Amazonino Mendes. A haste de metal, que tem como finalidade formar um espelho d’água a aproximadamente 10 metros de altura, lembra, como dizem os moradores, um “órgão sexual”, “canhão”, “canudo” e até um “lança míssil”e não tem nenhuma função.

Na opinião do encarregado de transporte, Antonio Silva Guedes, a peça é, no mínimo estranha. Ele avalia que foi um dinheiro desperdiçado, pois ninguém para no lugar, apesar de haver bancos. “A gente não consegue entender o que essa coisa significa. Ninguém senta na rotatória, além disso, gastam para manter a energia elétrica e o abastecimento de água, só que ninguém usufrui da praça. É feia e totalmente sem serventia”, analisa.

Da mesma forma a professora aposentada, Brasiléia de Campos Sá, moradora do conjunto há 28 anos, considera que a haste de metal tem conotação sexual. “Tanta coisa bonita para colocarem e inventam isso, que é ridículo. Muito feia essa peça”, constata.

Espalhadas pelo gramado estão placas, onde pode ser lida a frase “Manutenção realizada pela Constrói”, uma loja de material de construção localizada nas imediações da Bola do Mindú. De acordo com Edimilson Jardim, assessor da diretoria da Constrói, a loja faz esse serviço, desde a inauguração da rotatória. “Fazemos a manutenção do jardim e da piscina, uma vez por mês. Usamos o material da loja e os funcionários para fazer o serviço. É uma forma de manter tudo bonito”, informa.

O chefe da divisão de projetos urbanos do Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb), Victor Nunes, informa que o lugar não foi construído para ter função de praça, por isso não tem lixeira ou bancos ao redor. “O lugar não tem que ter atrativos, pois os motoristas devem ter visão ampla do entorno como um todo, afinal estão fazendo um giro”, esclarece.