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Falta de iluminação e segurança amedrontam moradores da Zona Leste de Manaus

Iluminação precária e falta de policiamento facilitam a ação de bandidos na Travessa da Amizade e amedrontam moradores que são 'obrigados' a passarem pelo local

Durante o dia, quando estudantes passam por ponte em péssimas condições e atravessam matagal para chegar à escola, poste permanece com luz acesa

Durante o dia, quando estudantes passam por ponte em péssimas condições e atravessam matagal para chegar à escola, poste permanece com luz acesa (LUCAS SILVA)

Durante o dia, desperdício, com postes de energia elétrica ligados sem necessidade. À noite, quando a escuridão toma conta da Travessa da Amizade, no bairro Alfredo Nascimento, Zona Leste, é a criminalidade que preocupa os moradores.

Quem vive ou passa por ali teme pela segurança, pois a rua tem iluminação precária e, durante a noite, fica totalmente no escuro e traficantes aproveitam para vender drogas, cobrar pedágios e intimidar os pedestres. Até um estupro já foi registrado no local, segundo moradores.

A falta de infraestrutura e de policiamento, e o abandono de dois terrenos, que servem de esconderijo para criminosos, preocupam os moradores do local, que é palco constante de assaltos, roubos e todo tipo de violência.

O carpinteiro Pedro Alves 38, morador da Travessa, conta que a rua só fica iluminada quando veículos passam pelo local. “A rua é um breu total, sem luz, e o mato alto é um prato cheio para os ladrões”.

O estudante Gabriel Meirelles, 17, que também é morador da rua, relata que se sente ameaçado. “Quando passo pela travessa para ir à escola, fico com medo, os bandidos ficam na rua, pedindo dinheiro todos os dias”, contou.

Sem iluminação, acidentes acontecem e fica difícil até para socorrer alguém. “Com a rua totalmente destruída e sem luz, tudo no escuro não conseguimos ver a escada. Como vamos socorrer, levar alguém para o hospital, se nem carro entra aqui?”, disse o motorista Ailton Pereira, morador da travessa.

Ameaçados

Porém, a maior preocupação dos moradores é com os estudantes da Escola Estadual Frei Mário, que fica próxima à travessa. Os alunos utilizam o caminho para ir e voltar da escola, e ficam expostos ao risco de acidentes, já que a escada está em condições precárias, e também à violência, por conta da falta de policiamento.

“Todos os dias, tenho que deixar minha filha na escola, porque tenho medo que aconteça com ela o mesmo que aconteceu com uma menina que foi estuprada aqui, porque os bandidos ficam esperando os estudantes passarem”. disse Maria Alice, 42, moradora da travessa.

A Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf) informou que a equipe do Distrito de Obras responsável pela área fará uma visita ao local para verificar as reclamações. Atualmente, ruas, travessas e avenidas que necessitem de obras de terraplanagem estão entrando em cronograma para o próximo verão, pois não há como trabalhar na chuva com máquinas pesadas em solo muito argiloso, alega a Seminf. Já a construção da escada e reparos na iluminação pública serão realizados “com a máxima urgência”.