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Moradores do bairro Novo Israel contestam ‘legado da Copa’

Construído sobre um lixão a céu aberto nos anos 80, o bairro sofre atualmente com problemas que deixam a comunidade local desmotivada com o Mundial

Grupo de jovens da Área Missionária Santa Helena durante o ensaio para a celebração de Pentecostes, realizada ontem na avenida Eduardo Ribeiro, no Centro

Grupo de jovens da Área Missionária Santa Helena durante o ensaio para a celebração de Pentecostes, realizada ontem na avenida Eduardo Ribeiro, no Centro (Euzivaldo Queiroz)

Às vésperas do início da Copa do Mundo da Fifa 2014, o bairro Novo Israel, na Zona Norte, é passagem obrigatória para os turistas que vêm prestigiar o evento na Arena da Amazônia Vivaldo Lima, vindos pela BR-174 e AM-010, entretanto, os moradores do bairro não têm muito o que comemorar, pois o tão falado “legado da Copa” não chegou à comunidade.

Construído sobre um lixão a céu aberto nos anos 80, o Novo Israel foi se expandindo com o passar dos anos, mesmo com a problemática do chorume que incomodava a muitos moradores. Em 1987 ainda se chamava Vila Israel, mas somente no dia 9 de abril de 1988 se consolidou como bairro e passou a ser chamado de Novo Israel.

O bairro fica às margens da avenida Torquato Tapajós, uma das vias de grande fluxo de veículos da cidade e com grandes empresas multinacionais, como a Coca-Cola, além de ficar próximo ao Aeroporto Internacional Eduardo Gomes. Mas nem toda essa grandiosidade serviu para um bom desenvolvimento da comunidade, que carece de diversos serviços de qualidade.

Morador do bairro há 15 anos, Mateus Costa Barbosa, 52, frisa que o bairro necessita de mais atenção do Governo e Município. Segundo ele, o Novo Israel possui cinco escolas públicas municipais e duas estaduais, mas não é o suficiente para atender a demanda de estudantes, pois as instituições de ensino também recebem alunos dos bairros próximos, como o Santa Etelvina, Colônia Terra Nova, dentre outros.

Insegurança

Apesar do 18º Distrito Integrado de Polícia (DIP) e da 18ª Companhia Interativa Comunitária estarem presentes na comunidade, os moradores são enfáticos em dizer que os constantes casos de assaltos e tráfico de drogas continuam intenso. Os roubos, segundo eles, acontecem a qualquer hora do dia ou da noite, o que causa medo aos moradores quando saem de suas casas. Várias famílias ainda lembram do duplo homicídio que resultou na morte de mãe e filha em setembro de 2013.

Comércio

A avenida Chico Mendes liga o bairro ao Colônia Terra Nova e é o centro comercial do bairro, com diversos empreendimentos que vão de loterias, óticas, boutiques, armarinhos, lojas de departamentos, dentre outros. As avenidas Ezequiel e das Oliveiras também são referências em pontos comerciais.

De acordo com o assessor de comunicação da Pastoral da Juventude da Área Missionária Santa Helena, Tenasol da Costa Viana, a igreja católica do bairro tem contribuído para dar opções de entretenimento aos moradores e fiéis, além de incentivar os jovens a participar das pastorais da igreja como forma, também, de sair da criminalidade. “Graças à Igreja muita coisa foi possível acontecer, como o Prato Cidadão, que funciona num espaço cedido pela igreja”, declarou Tenasol.

Igrejas de outras denominações como Assembleia de Deus, Batista, Deus é Amor e as ministeriais aumentaram nos últimos anos e disputam a atenção dos fieis com a igreja católica.