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Moradores de casas interditadas pela Defesa Civil continuam em área de risco em Manaus

Após a forte chuva da última quarta-feira na cidade, a Defesa Civil interditou 11 casas do beco José Casemiro, localizado no Centro de Manaus, mas moradores continuam no local por não saber para onde ir

As 11 casas ficam no beco José Casemiro e são todas feitas em madeira. Elas estão fragilizadas pela chuva e a cheia

As 11 casas ficam no beco José Casemiro e são todas feitas em madeira. Elas estão fragilizadas pela chuva e a cheia (Lucas Silva)

As famílias do beco José Casemiro, no bairro do Céu, Centro, não sabem o que fazer depois da chuva da última quarta-feira que fez com que a Defesa Civil interditasse 11 casas. A aposentada Lucidalva Souza da Silva, 60, que mora com três filhos e 15 netos, por exemplo, não sabe para onde ir com a interdição.

Segundo ela, durante a madrugada os moradores sentiram as casas balançarem, ficaram desesperados e acionaram o Corpo de Bombeiros e a Defesa Civil de Manaus. Os técnicos constataram que não era seguro às familias continuarem no local. Quem não teve para onde ir contou com o apoio dos vizinhos e armou redes onde era possível. “Conseguimos passar a noite, mas não dá pra continuar nessa situação”, disse a aposentada.

De acordo com Lucidalva, todas as familias estão inscritas desde 2009 no Programa Social e Ambiental dos Igarapés de Manaus (Prosamim), mas nunca tiveram retorno e por isso todos os anos é preciso gastar cerca de R$ 600 para reforçar a estrutura da casa. “Eu gastei dinheiro para reforçar a casa, mas esse ano não teve jeito infelizmente”, contou Lucidalva.

O funcionário da Defesa Civil municipal Altaci Gomes esteve nesta quinta-feira (22) de manhã no beco José Casemiro e informou que as familias prejudicadas vão ser incluídas no programa de auxilio aluguel, cujo valor é de R$ 300. Ele disse ainda que a casa da moradora Lucidalva será demolida, pois por ser de dois andares representa ameaça para outras residências.

Para os moradores o valor é pouco, pois não é fácil encontrar casa para alugar nesse valor e pedem que o poder público tome providências para ajudar. A dona de casa Keila Magalhães, 38, diz que se pudesse estava morando em outro lugar, pois todos os anos as crianças ficam expostas a doenças e ratos.

Nesta quinta-feira o rio Negro chegou à cota de 28,99 metros, ultrapassando cinco centimentros da cota de emergência que é de 28,94 metros.

De acordo com gerente de Hidrologia e Gestão Territorial do Serviço Geológico do Brasil (CPRM), André Martinelli, somente no final de maio vai ser possível dizer se a enchente de 2014 alcançará a cota registrada em 2012. “Nós estamos acompanhando, mas acreditamos que a enchente será parecida com a de 2013 que foi de 29,33 metros”, disse o gerente.

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