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Temerosos pela vida, moradores criticam obras do Prosamim 3 na orla do São Raimundo

Moradores da rua Beira-Mar alertam para possível desabamento de barranco e alegam desrespeito a natureza. Responsáveis pelo Programa atendem solicitações e afirmam que estão empenhados em fazer novas vistorias no local

Os moradores das casas próximo ao barranco temem pela vida. No local, equipes da Andrade Gutierrez trabalham na obra do Prosamim

Os moradores das casas próximo ao barranco temem pela vida. No local, equipes da Andrade Gutierrez trabalham na obra do Prosamim (Moradora Marcia Pinheiro/Divulgação)

Moradores da rua Beira-Mar e do beco Boa Vista, localizados no bairro São Raimundo, Zona Oeste de Manaus, estão incomodados com as obras da terceira etapa do Programa Social e Ambiental dos Igarapés de Manaus (Prosamim).

Segundo os residentes próximos às obras, o barranco do local está prestes a desabar, principalmente após a forte chuva que Manaus enfrentou semana passada.

“O barranco da Beira-mar está caindo. É preciso fazer alguma coisa antes que aconteça algum acidente. Desde a última forte chuva os moradores estão reclamando e até agora nada foi feito”, alerta a moradora Saaramar Lahan.

O objetivo do Programa, que faz parte do Governo do Estado do Amazonas, é retirar os moradores das áreas de risco. No entanto, durante as obras, muitos moradores da rua Beira-mar, temem pela vida.

Programa Social atende cronograma legal de obras

Desde o segundo semestre de 2012 o Prosamim começou o reassentamento de famílias de áreas de interferência de obras na Bacia do São Raimundo. Até o início de março de 2014 foram retiradas 2.971 famílias de um total previsto de 3.754 famílias.

Uma das áreas de obras, na Bacia do São Raimundo, onde várias famílias  viviam em  risco constante de vida, devido a regime anual de cheia e vazante do rio, é a Orla do Rio Negro. Noventa por cento das palafitas que ocupavam a Orla, que circunda o bairro de São Raimundo, foram retiradas pelo programa.

O coordenador do Programa, Frank Lima, esclareceu que, devido ao período de grande pluviosidade, equipes de engenheiros e assistentes sociais já estão empenhados em fazer novas vistorias técnicas e estudos da área de encosta, para verificar a necessidade  de novas realocações de famílias que ali habitam. Segundo o chefe de Engenharia do Programa, Luiz Eduardo Rabelo, o Programa  continua as obras de contenção da encosta da Orla.

Impacto Ambiental

Além das preocupações referentes ás casas próximas ao barranco, moradores também alegam falta de respeito para com a natureza.

“Olha o rio comandando o Prosamim, eles dizem que vão aterrar o rio, quero vê se eles podem ir contra a força da natureza”, critica uma moradora que não quis se identificar. 

Quanto aos impactos ambientais do Prosamim 3, o presidente do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), Antônio Stroski, garantiu, durante uma audiência pública referentes ao Programa, que não há motivos para preocupações, já que o projeto executivo apontou aspectos positivos. “Verificamos que o projeto está obedecendo aquilo previsto na legislação”, afirmou Stroski.

O Prosamim 3 terá influência direta no trecho entre a avenida Kako Caminha, no bairro Presidente Vargas, e a foz do igarapé do São Raimundo, no rio Negro, respeitando o mínimo de 50 metros das margens, conforme o Código Ambiental de Manaus (Lei 605/2001).

A área que será diretamente afetada pelas obras soma 530 hectares, com 2 quilômetros de extensão. Os principais retornos socioambientais serão a melhoria na qualidade da água dos igarapés e a recuperação de áreas verdes.