Log in

Bem-vindo Log out Alterar dados pessoais

Esqueceu a senha?

X

Qualquer dúvida click no link ao lado para contato com a Central de Atendimento ao Assinante

Esqueceu a senha?

X

Sua senha foi enviadad para o e-mail:

Moradores reclamam do barulho e de uma pilha de contêineres em rua de Manaus

A denúncia foi realizada devido as obras feitas na área residencial na rua Parintins, bairro Cachoeirinha, Zona Sul da cidade

Moradores convivem com uma pilha de contêineres no terreno ao lado que, além de amedrontá-los, esconde a luz do sol

Moradores convivem com uma pilha de contêineres no terreno ao lado que, além de amedrontá-los, esconde a luz do sol (Luiz Vasconcelos)

Insatisfeitos com o barulho e a falta de segurança com que contêineres são colocados um terreno de uma área residencial na rua Parintins, bairro Cachoeirinha, Zona Sul, moradores denunciaram as obras realizadas no local, que fica ao lado de suas casas.

No terreno, há aproximadamente 50 contêineres encaixados que, segundo eles, colocam em risco as famílias que vivem nos imóveis vizinhos.

Uma das pessoas que teme pela segurança da família, Neide Silva, 68, mora na residência encostada ao muro do terreno onde os contêineres são empilhados. Ela conta que, quando as carretas estão deixando os contêineres no terreno, o barulho incomoda toda a vizinhança.

“É uma zoada que não tem quem aguente. Eu moro bem aqui do lado, o barulho invade a minha casa. É o barulho dos contêineres sendo encaixados, do guindaste e do pessoal que trabalha, gritando um com outro. Domingo foi o dia todo aqui, ninguém teve sossego”, lembrou.

Além do barulho, os vizinhos reclamam da falta de segurança. Segundo a advogada Rosandra Anselmo, 34, os guindastes chegam a passar por cima das casas para fazer a locomoção dos contêineres. “A gente teme que, por um descuido, o guindaste acabe derrubando um contêiner desse, que pesa 4 toneladas, em cima de uma casa”, declarou.

Estrutura

Outro ponto destacado pelos moradores é a estrutura do terreno. Segundo eles, 50 contêineres estão no loca, empilhados um em cima do outro. Eles temem que o terreno ceda e os contêineres desabem e caiam em cima das casas.

“É muito peso pra um terreno só, esse solo não vai aguentar. Dá pra ver que os contêineres estão afundando” acrescentou a advogada.

Outra reclamação por parte dos moradores diz respeito à sujeira deixada na rua, após a operação dos contêineres. Devido o aterro do terreno onde eles ficam ter sido feito de barro, sempre que as carretas precisam entrar no local para despejar os contêineres, acabam levando a lama para o meio da rua. Segundo os moradores, o trecho fica intransitável.

Os moradores disseram que já conversaram com o dono dos contêineres e, segundo eles, o proprietário havia dito que não pararia com as obras no local porque, conforme ele havia dito, os documentos para a operação estão em dia.

Terreno vai servir para hotel reciclado

O empresário Sadis Monteiro Júnior, responsável pelos contêineres, informou que o terreno foi alugado temporariamente para abrigar os contêineres, mas que em breve eles serão retirados do local. “Estou comprando e, por enquanto, não tenho onde deixar (os contêineres). Mas eles devem ficar por 45 dias, depois, metade vai ser levado pra outro local. Mas outra parte deve ficar ali mesmo porque eu pretendo usá-los para fazer um hotel reciclado para a Copa”, disse.

O empresário informou também que tem autorização para o depósito de contêineres no local e encarou a denúncia dos moradores como uma “chateação” por conta do barulho. “Isso é implicância de uma moradora que mora a três casas do terreno. Ela está incomodada porque domingo é o dia de descanso dela, mas nós trabalhamos de dia”.

O empresário garantiu que se responsabiliza pelos possíveis danos causado aos moradores. “Já me coloquei a disposição, caso sofram algum dano com relação ao terreno”, justificou Sardis.